Ásia, Singapura

Singapura, mochilando na cidade mais cara do mundo

Cheguei em Singapura doida para dar um mergulho naquela piscina infinita maravilhosa do Hotel Marina Bay Sands. Me imaginei #rica bebendo um cocktail em um dos terraços mais badalados e fotografados do mundo.

Aí me lembrei que estava fazendo um mochilão pela Ásia e que no meu orçamento não cabia uma diária de 300 libras! Mas mochileiro também é gente e pode viajar pra Singapura, não é mesmo?

Singapore
Singapura

Geralmente as pessoas que visitam Singapura estão só de passagem, por exemplo, quando estão fazendo conexão entre países. Ou então quando estão viajando da Europa pra Ásia e Oceania ou vice-versa, pois o Aeroporto Changi de Singapura é um dos maiores e com mais conexões do mundo.

Em 4 dias consegui explorar bastante a cidade e mesmo assim, ainda ficou faltando ver muita coisa. Com certeza eu teria ficado mais tempo de tanto que gostei desse país. Mas acredito que de 3 à 4 dias sejam suficientes para ver os pontos principais.

Você vai encontrar nesse post:
Sobre Singapura
Como cheguei em Singapura
Transporte em Singapura
• Distrito: Marina Bay
• Distrito: Chinatown
• Distrito: Orchard Road
• Distrito: Riverside
• Distrito: Little India
• Distrito: Kampong Glam
Restaurantes Em Singapura
Hospedagem em Singapura
Galeria de fotos

Sobre Singapura

Fundada como uma colônia comercial britânica em 1819, depois de ter adquirido sua independência em 1959, Singapura se tornou um dos países mais ricos e caros do mundo. Singapura é hoje uma das 3 cidades-capitais do mundo, sendo Mônaco e Vaticano as outras duas.

Singapura é uma cidade multicultural. Sua população é formada principalmente por chineses, seguida de malaios e uma minoria de indianos. Singapura também é conhecida por ser um país com uma grande diversidade religiosa. A maioria da população é budista, mas outras religiões como o cristianismo, o islamismo, o hinduísmo e o taoismo também são praticadas no país. Pessoas de diferentes partes desse mundo, com suas respectivas religiões e culturas, todas vivendo pacificamente no mesmo espaço.

Esse pequeno país se desenvolveu rapidamente devido alguns fatores como sua localização geográfica e sua abertura para o investimento estrangeiro. É quase impossível acreditar que pouco tempo atrás essa cidade moderna e cheia de arranha-céus era somente uma vila de pescadores em uma mata fechada.

Singapore Chinatown
Na Chinatown de Singapura com os prédios do centro financeiro de fundo.

Como Cheguei Em Singapura

Eu estava em Phuket na Tailândia quando peguei um avião para Singapura. Eu precisava renovar meu visto pra Tailândia e a passagem para Singapura era a mais em conta que eu encontrei, comparando aos outros países do Sudeste Asiático. Se não fosse por esse motivo, eu teria viajado para Singapura por terra, descendo pela Malásia.

Depois de 2 meses viajando pela Ásia visitando templos centenários, fazendo longas viagens de ônibus em estradas de terra super precárias, chegar aqui foi como ter voltado à civilização. A sensação era de estar chegando em um moderno país da Europa.

Do aeroporto peguei o metrô para o centro da cidade, que por sinal é um metrô bem moderno, e segui para onde ficaria hospedada pelos próximos 4 dias: o bairro Little India, ou seja, a Pequena Índia. Um dos locais mais baratos para se hospedar em Singapura, pois foi o que coube no orçamento.

Para piorar ainda mais a situação, tivemos que dividir o quarto com outras 4 pessoas. Mas sempre dá para piorar mais um pouquinho, pois na nossa cama tinha bed bugs. Quando se viaja para um dos países mais caros do mundo as vezes pode dar nisso. Porém, acredite se quiser, nada disso interferiu no tanto que eu amei essa cidade.

Gardens by the Bay
Gardens by the Bay, em Singapura.

Transporte Em Singapura

O transporte público de Singapura é moderno, seguro e fácil de usar. Ao chegar no aeroporto descobri que dá pra pegar um metrô até o centro da cidade. Eu decidi comprar um Singapore Tourist Pass pra facilitar a minha locomoção pela cidade durante os 4 dias que eu fiquei aqui. Super recomendo.

A malha ferroviária de Singapura é dividida entre o MRT (Mass Rapid Transit) e o LRT (Light Rail Transit), com estações espalhadas pelos principais pontos do centro cidade.

Eu utilizei o metrô algumas vezes mas também caminhei bastante. Por exemplo, próximo do hostel onde eu fiquei hospedada tinha uma estação de metrô. Eu sempre pegava o metrô pela manhã até uma região no centro da cidade que eu fosse explorar aquele dia. Durante o dia eu caminhava entre os pontos turísticos, aproveitando para conhecer um pouco mais da cidade. Quando a noite chegava, eu pegava o metrô de volta para o hostel.

Distrito: Marina Bay

Marina Bay Sands

Esse é aquele hotel icônico que aparece em todas as fotos de Singapura que provavelmente você já deve ter visto por aí. A arquitetura desse hotel é realmente impressionante, é um conjunto de 3 edifícios conectados por uma plataforma no topo.

O Marina Bay Sands possui 55 andares e 2561 quartos. Além disso tem também diversas atrações como teatros, lojas, museus, casino e um centro de convenções pra mais de 45 mil pessoas. Conectando as 3 torres no topo, fica o Sky Park onde se encontra uma das piscinas infinitas mais famosas do mundo, além de bares e restaurantes com linda vista da cidade.

O Spectra é o maior show de luzes e água do Sudeste Asiático e acontece todas as noites na baía em frente ao hotel. Fiquei sentada ali pertinho da estátua do Merlion pra assistir ao show e gostei bastante da vista de lá. Não precisa pagar nada, é só chegar cedo para garantir um bom lugar. Pra saber mais sobre o resort ou sobre os horários dos shows veja a programação no site oficial do evento.

Gardens By The Bay

Praticamente uma parada obrigatória pra quem vai à Singapura, o Jardins da Baía é uma enorme área verde moderna e toda planejada, cheia de atrações diferentes que você não encontra parecido em lugar nenhum do mundo.

Com certeza você já deve ter visto fotos por aí do Supertree Grove, que são estruturas em formato de árvore. Esse jardim vertical além de captar energia solar para sua iluminação também coleta água da chuva para irrigação utilizada no jardim. Existe um show de luzes e músicas que acontece aqui todas as noites chamado Garden Rhapsody, é um espetáculo maravilhoso que vale muito a pena conferir.

Esse jardim faz parte de uma estratégia do governo em transformar Singapura de “cidade jardim” para “cidade em um jardim”. Pra saber todas as atrações que você encontra pelo jardim, confira o site oficial.

Gardens By The Bay – Flower Dome

O Flower Dome, ou “Cúpula das Flores” é uma atração paga do jardim Gardens by the Bay. Aqui se encontra uma grande exposição de flores e plantas do mundo todo. A coleção é dividida em diferentes jardins, por exemplo, o jardim mediterrâneo, o jardim sul-americano, o jardim sul-africano, o jardim californiano e por aí vai.

Outro motivo pelo qual decidi visitar esse lugar foi pela bela arquitetura que chama muita atenção pelo formato arredondado. Eu sou apaixonada por estruturas de vidro que permitem a entrada da luz do dia. Essa é uma das estufas mais belas que já vi em toda minha vida. Inclusive, de acordo com o website oficial, essa é a maior estufa de vidros do mundo feita sem sustentação de colunas.

Gardens By The Bay – Cloud Florest

Traduzindo ao pé da letra, a “Floresta na Nuvem” também é uma atração paga, mas que vale cada centavo por motivos de ser a cachoeira artificial coberta mais alta do mundo* com seus 35 metros de altura. O clima dentro desse conservatório é tropical.

Nesse ambiente úmido e nebuloso, encontra-se uma grande variedade de plantas desde samambaias à orquídeas. Existe um caminho bem bacana por dentro da estrutura da cachoeira que te leva até o topo. A vista lá de cima vale a pena a subida.

*Atualização dezembro/2019: essa era a cachoeira indoor mais alta do mundo até a publicação desse post. Agora o título fica com a Jewel, a cachoeira indoor do aeroporto de Singapura. Inaugurada em abril de 2019, a Jewel possui 40 metros de altura.

Estátua Do Merlion

A palavra Singapura no sânscrito significa “Cidade do Leão”. O Merlion é o símbolo de Singapura, uma criatura metade leão e metade peixe. A estátua é uma fonte que se encontra no Parque Merlion, com vista para o hotel Marina Bay Sands.

O nome é uma combinação das palavras “mer” que significa mar, sua metade peixe representa a origem de Singapura, uma vila de pescadores. E a palavra “lion” que significa leão, acredita-se que um leão teria sido visto nas redondezas.

Um nome um pouco controverso já que de acordo com registros históricos é bem improvável que um leão tenha existido nessa área. Seria mais possível que a misteriosa criatura tivesse sido um tigre ou até mesmo um javali.

Estátua do Merlion em Singapura
Estátua do Merlion, em Singapura.

Hotel Fullerton

Foi por um acaso, andando pela região da marina logo atrás da estátua do Merlion, que eu passei em frente ao luxuoso Hotel Fullerton. Ele é tão chique, que eu até fiquei com vergonha de andar por ali com minhas roupas largas, sandália de dedo e a mochila nas costas.

Devia estar tendo algum tipo de encontro de Ferraris. Na frente do hotel haviam pelo menos umas 100 delas estacionadas, com modelos e cores diferentes. De onde saiu tanta Ferrari e por quê elas estavam aqui? Não faço a mínima ideia, mas aproveitei para registrar o momento.

Logo na frente do hotel fica uma escultura bem bonitinha chamada First Generation. A intenção do artista era recriar cenas da antiga Singapura, onde todas as principais atividades eram concentradas nas margens do rio.

Distrito: Chinatown

Chinatown

Você sempre vai encontrar uma Chinatown nas maiores cidades do mundo. Geralmente são pequenos bairros, onde se concentram os chineses que deixaram a sua pátria e foram viver em outros países.

A Chinatown de Singapura é um local imperdível, super colorido, com muita opção de comida chinesa por preços acessíveis, museus, templos, feirinha de rua e muitas lojinhas vendendo souvenir e todos os tipos de bugigangas.

Vale a pena visitar o Chinatown Heritage Centre, um museu que conta um pouco mais da história dos primeiros chineses que se instalaram em Singapura, o Chinatown Complex, onde se encontram centenas de lojinhas e um dos maiores hawker centres da cidade e a Chinatown Food Street, uma pequena rua com um pouco de tudo.

Além disso, nesse bairro você vai encontrar dois templos super importantes: um deles é o Buddha Tooth Relic Temple, um dos templos chineses mais lindos do país e o outro é o templo Sri Mariamman, o primeiro templo hindu do país.

Buddha Tooth Relic Temple

Localizado na região da Chinatown, esse é um dos cartões postais da cidade. Foi um dos pontos turísticos que eu mais gostei de ter visitado em Singapura. Seu nome traduzido ao pé da letra seria ‘Templo da Relíquia do Dente de Buda’.

Esse nome foi dado justamente porque alguns budistas acreditam ter recuperado um dente canino de Buda em uma funerária de Kushinagar, na Índia. Essa relíquia sagrada se encontra um uma estupa de ouro no quarto andar.

Construído em 2007, os seus 5 andares são ricamente decorados com história, arte e cultura do budismo. Aqui se encontram em exposição mais de 300 objetos e esculturas budistas de toda a Ásia, incluindo China, Tailândia, Myanmar e Paquistão.

Eu fiquei encantada com o lugar e a riqueza de detalhes, tanto por fora quanto por dentro. No mesmo complexo você encontra também um museu, uma pequena casa de chá e um teatro. Quando estiver em Singapura não deixe de visitar, pois esse templo é simplesmente imperdível.

Sri Mariamman Temple

Localizado na Chinatown, o Sri Mariamman é o templo hindu mais antigo e mais importante de Singapura. Ele foi construído em 1827 para a deusa Mariamman, conhecida por seu poder de curar doenças epidêmicas.

A sua decoração exterior chama atenção pela torre ornamentada logo acima da porta de entrada. Esse estilo arquitetônico é chamado de gopuram, onde figuras da mitologia e da cultura hindu são representadas. Essa de Singapura consiste em inúmeras imagens dos deuses Murunga e Krishna.

O principal festival celebrado nesse templo é o Theemithi, que acontece anualmente em outubro/novembro. O destaque dessa cerimônia fica para a caminhada do fogo, onde pessoas com os pés descalços caminham sobre brasas de carvão.

Thian Hock Keng Temple

Esse é um dos templos chineses mais antigos e interessantes de Singapura. Seu lindo nome significa ‘Palácio da Felicidade Celestial’. Ele é dedicado à Mazu, deusa chinesa dos mares.

Originalmente esse templo teria sido construído na região portuária de Singapura. Era nele que os marinheiros e os imigrantes vinham para agradecer após completarem a viagem pelo do Mar da China.

Hoje em dia, o templo se encontra na região de Chinatown e contém uma mistura de elementos do budismo, taoismo e confucionismo. Esse é mais um templo super interessante que eu amei ter visitado, eu diria que é uma joia perdida no meio da cidade.

Distrito: Orchard Road

Orchard Road

Considerada a Champs-Élysées do Oriente, a Orchard Road é uma rua que se estende por 2.2 km, famosa por suas lojas de grife e inúmeros shopping centers. Pra quem gosta de fazer compras, Singapura é o local ideal. Pois esse é o país que tem mais shopping center per capita de toda a Ásia.

Difícil de imaginar que há menos de 150 anos isso tudo aqui era na verdade uma grande plantação de noz-moscada e fazendas de pimentas.

São tantos shopping malls nessa grande avenida, que não tem como eu citar um por um de todos que eu visitei. Um deles foi o Ngee Ann City, que além de ser um shopping center também é um centro comercial. Por dentro ele é enorme e bem luxuoso, assim como a maioria deles. Algumas das lojas aqui são Cartier, Dior, Chanel, Fendi e por aí vai.

De todos que eu entrei para conhecer, o que eu mais gostei foi o ION Orchard. Ele já chama atenção do lado de fora, com sua arquitetura toda futurista e luxuosa. Também não é por menos, esse é um dos shoppings mais glamourosos de Singapura, cheio de lojas de grife, como por exemplo: Louis Vuitton, Miu Miu, Cartier, Prada, Yves Saint Laurent e por aí vai.

Eu adorei a visita, apesar de não ter ido ali pra comprar nada. Praticamente a cada esquina tem um shopping diferente pra bater perna. Levando em consideração o calor que fazia em dezembro, entrar no shopping pra dar uma refrescada e olhar as vitrines é um programão que eu como uma boa paulista adoro fazer.

Distrito: Riverside

Boat Quay

Por volta do ano de 1860, aqui se encontrava a parte mais movimentada do porto de Singapura. As construções daquela época foram conservadas e posteriormente passaram por diversos processos de restauração.

O Boat Quay hoje em dia é uma orla cheia de construções coloridas que ficam em frente aos prédios do centro financeiro de Singapura, causando um grande contraste do velho com o moderno no centro da cidade.

Esse é um dos principais pontos de vida noturna em Singapura. O cais histórico abriga uma variedade de bares, pubs e restaurantes. Ou seja, é um ótimo lugar para dar uma desacelerada e beber uma cervejinha!

Eu vim almoçar aqui um dos dias que estava em Singapura, não é necessariamente um local que eu indico para mochileiros. Pois os preços são meio salgados. Mas valeu muito a pena ter sentado em umas das mesinhas da orla, comer um delicioso almoço enquanto eu apreciava a bela vista dessa cidade.

Clarke Quay

Clarke Quay é outro cais histórico, fotogênico e cheio de atrações que vale muito a pena visitar quando você estiver em Singapura. Muitos anos atrás era uma humilde aldeia de pescadores, porém rapidamente se desenvolveu em um importante porto comercial no final do século 19, à medida que o comércio entre o oriente e ocidente aumentava.

Hoje em dia é um mix de moderno com tradicional. Existem várias atrações para todos os gostos, desde passeios de barco pelo rio Singapura, à bares, baladas, restaurantes, lojas e tem até um bungee jump reverso para quem estiver procurando um pouquinho de diversão.

Tem uma pontezinha de pedestres que atravessa o rio Singapura chamada Read Bridge, que foi completada em 1889. Ela foi nomeada em homenagem à William Henry Mcleod Read, um escocês que participava de atividades sociais e políticas em Singapura na época. Porém, alguns moradores locais se referem à essa ponte como Malacca Bridge ou também Green Bridge.

Colorida e cheia de gente durante o dia, animada e iluminada durante a noite. A região de Clarke Quay é um ótimo lugar pra jantar fora, ouvir música ao vivo, curtir uma baladinha e admirar a beleza dessa parte mais antiga da cidade.

Catedral De Santo André

Essa catedral não fica necessariamente na região do Riverside, mas fica tão pertinho que dá para ir a pé conhecer assim que você sair do cais de Clarke Quay. Já de longe você vai notar a imponente torre em espiral dessa catedral, que foi construída depois que a capela original que existia aqui foi atingida duas vezes por um raio.

Com mais de 150 anos, essa é a maior catedral de Singapura. Ela virou uma herança da era colonial, já que sua construção foi financiada por comerciantes escoceses, por isso leva o nome do santo padroeiro da Escócia, o santo André.

No dia que visitei estava acontecendo uma missa. Tinham vários padres muito bem vestidos rezando a missa, muita gente tanto do lado de dentro quanto do lado de fora. Então para não atrapalhar eu decidi nem entrar, mas não deixei de assistir um pouquinho a missa mesmo que do lado de fora.

Distrito: Little India

Templo Sri Veeramakaliamman

Decidi visitar esse templo por ser um dos mais antigos e mais coloridos de Singapura. E também por ficar bem pertinho de onde estava hospedada, no coração do bairro Little India.

O templo hindu Sri Veeramakaliamman é dedicado à poderosa deusa Kali, Destruidora do Mal. Ele foi construído por alguns dos primeiros imigrantes indianos em Singapura, dando à eles uma sensação de segurança em terras estrangeiras. Os hindus acreditam que ela destrói a ignorância e protege seus devotos mantendo a paz mundial.

Sempre quando passo por um templo hindu eu fico com muita vontade de entrar. Adoro as cores, o cheiro dos incensos, as imagens e no geral eu me emociono muito com qualquer demonstração de fé. Por esses motivos eu adorei a visita. Lá dentro haviam centenas de pessoas, entre eles só eu e o Junior de turistas. Mas mesmo assim foi uma experiência memorável.

Sakya Muni Buddha Gaya Temple

O Sakya Muni é um templo budista que foi fundado por um monge tailandês em 1927. Hoje em dia, esse é um dos templos budistas mais visitados em Singapura, sendo também conhecido como Temple of 1000 Lights.

O destaque principal fica para a gigante imagem de um buda sentado, que pesa mais de 300 toneladas. Ao redor dessa imagem tem várias lampadas como se fosse a representação de uma áurea.

Eu visitei esse templo porque ele ficava praticamente do lado do hostel onde eu estava hospedada. Se eu tivesse ficado em outra área da cidade provavelmente não teria vindo até aqui. O templo é relativamente pequeno, mas não deixa de ser interessante.

Tan Teng Niah

Se você estiver explorando a região da Little India, ou se você ama fazer fotos para o Instagram, não deixe de passar pela casinha colorida mais alegre do bairro.

A casa de Tan Teng Niah foi construída no começo de 1900 por um empresário chinês do ramo de confeitaria. Logo acima da porta de entrada tem uma inscrição em mandarim que diz ‘pinheiro elegante’. Para os chineses, o pinheiro representa a resistência. Muitos acreditam que Tan construiu a casa para sua esposa e que a inscrição se referia à ela.

Naquela época, esse bairro era uma zona industrial. Assim como a casa de Tan, haviam muitas outras de outros empresários chineses nessa região.

Porém, esse é o último exemplo de uma vila chinesa no bairro, que hoje é predominantemente ocupado pela comunidade indiana, responsáveis por pintarem a casa nessas cores vibrantes.

Casa Colorida De Tan Teng Niah, Tan Teng Niah House
Casa colorida Tan Teng Niah, em Singapura.

Mustafa Centre

Gente, pensa em um mercado enorme, com muitos andares, vendendo tudo que você pode e não pode imaginar? Vou simplificar, imagina uma 25 de março concentrada em um só prédio? É o Mustafa Centre.

O Mustafa Centre é uma loja de departamentos gigante aberta 24 horas por dia. Aqui eles vendem de tudo: equipamentos eletrônicos, jóias, roupas, sapatos, produtos de beleza e etc. A parte que eu mais gostei foi o mercado, até tapioca eles vendem. Se eu morasse em Singapura eu viria aqui toda semana fazer as compras pra minha casa.

Mustafa Centre, Singapore
Loja de departamentos Mustafa Centre, em Singapura.

Distrito: Kampong Glam

Mesquita Sultan

A Mesquita Sultan é um dos locais de culto mais impressionantes em Singapura, tanto pela sua aparência quanto pelo seu tamanho. Ela fica no distrito de Kampong Glam, conhecido por ser um ‘bairro árabe’ da cidade.

Esse local de culto islâmico foi construído em 1824 pelo sultão Hussian Shah, o primeiro sultão de Singapura. Desde sua construção, a mesquita já passou por diversos estágios de restauração até se tornar o que vemos hoje.

Já de cara a arquitetura dessa mesquita me chamou muito atenção, por causa das enormes cúpulas douradas do lado de fora e a riqueza de detalhes em toda a sua construção.

Lá dentro, o salão principal de oração tem capacidade para aproximadamente 5000 pessoas. Uma boa notícia pra quem tem tempo sobrando: não-muçulmanos estão autorizados a visitar a mesquita por dentro.

O legal de vir explorar essa região é poder conhecer um pouco mais da religião, da cultura e da diversidade dos muçulmanos que vivem em Singapura. Pois toda a área ao redor da mesquita tem cafés e restaurantes que servem comida do Oriente Médio, shisha bars e muito mais.

Mesquita Sultan em Singapura
Mesquita Sultan no bairro de Kampong Glam, em Singapura.

Haji Lane

Outro lugar que eu aproveitei pra ir conhecer no bairro de Kampong Glam foi a Haji Lane. Esse beco de lojas fica pertinho da Mesquita Sultan então foi por isso que eu decidi vir aqui dar uma conferida.

Aqui nesse point meio hispter da cidade você encontra um monte de lojinhas bem originais, restaurantes, cafés e barzinhos. Além disso, em cada esquina tem um mural colorido, perfeito pra tirar muitas fotos para o Instagram!

Restaurantes Em Singapura

Telok Ayer Market (Lau Pa Sat)

As praças de alimentação em Singapura são conhecidas como Food Courts ou Hawker Centres. Nesses lugares você vai comer bem e o mais importante: barato! Não é novidade que sou mochileira e estou sempre procurando os lugares mais baratos pra comer, achei a comida aqui em Singapura bem cara.

Mas nos hawker centres a variedade de comida típica é enorme e apesar dos preços em conta a qualidade da comida também é muito boa. Existem centenas de opções de food courts por toda a cidade, com certeza você vai se deparar com um e quando isso acontecer, não tenha medo de se jogar e provar de tudo.

Eu passei por algumas, mas a que eu mais curti foi a Telok Ayer Market. Um mercadão histórico localizado no centro financeiro de Singapura com um pouco mais de 125 anos de história. Hoje em dia ele é um patrimônio histórico da cidade.

Curiosidade: em 2016, 2 barraquinhas de comida localizadas dentro de um desses hawker centres foram premiadas com uma estrela Michelin. Ou seja, uma classificação de um guia que garante que o restaurante é muito bom e serve comida de alto padrão. Quer saber mais? Leia o artigo aqui (em português).

Lau Pa Sat
Lau Pa Sat food court, em Singapura.

The Penny Black

Existem várias opções de restaurantes na região de Boat Quay, por ser bem de frente com o rio, esse é um lugar com uma vista bacana pra almoçar. Mas já vou adiantando que os preços dos restaurantes aqui não são super em conta. Mas também não é nada assim tão exorbitante.

Eu decidi almoçar no The Penny Black que é pub estilo inglês porque vi que eles tinham aquela famosa pie inglesa no menu. Um dos meus pratos favoritos.

‘Nossa Nádia, mas você vai pra Singapura e come em um pub inglês?’ – Minha resposta é: Sim! Pois eu já estava comendo comida asiática por 2 meses seguidos durante meu mochilão. Tava na hora de dar uma mudada no cardápio.

Eu e o Júnior pedimos duas pies e duas pints de cerveja. A conta deu em torno de uns 50 dólares de Singapura.

A comida estava uma delícia e a cerveja melhor ainda. Mas o que mais valeu a pena foi e experiência em si. Foi incrível sentar às margens do rio Singapura, beber uma cerveja e admirar os barcos passando pelo rio, os enormes prédios do centro financeiro e o movimento pela Boat Quay no horário de almoço, tanto de turistas como de moradores locais.

The Penny Black London Pub, Singapore
Bebendo uma cerveja e curtindo a vista no restaurante The Penny Black em Singapura.

Hospedagem Em Singapura

The Mitraa Hostel

Já vou direto ao ponto, eu não recomendo esse hostel. Apesar de ter gostado de praticamente tudo, levando em consideração o preço que eu paguei, teve um probleminha bem chato. Pra saber qual foi é só continuar lendo até o fim.

Bom mas antes, deixa eu contextualizar vocês. Durante meu mochilão pelo Sudeste Asiático com o Júnior, a gente tinha um orçamento de no máximo 20 libras por dia para a nossa acomodação. Com esse valor conseguimos ficar em vários hostels legaizinhos pela Ásia. A maioria das vezes a gente pegava um quarto privado e com banheiro só para a gente.

Quando fui pesquisar os preços das acomodações em Singapura, quase caí para trás. Lembrando vocês que essa é uma das cidades mais caras do mundo.

Durante minha pesquisa, eu só encontrava quarto privado acima de 50 dólares a noite. Esse valor não cabia no nosso orçamento. Ainda mais porque nós ficamos 4 noites em Singapura.

Até que eu encontrei um dos poucos hostels que cabia no nosso orçamento, o Mitraa Hostel. Foi a única vez em 6 meses que tivemos que dividir quarto. Eu e o Júnior ficamos em uma beliche e as outras duas beliches tinham 4 outros viajantes. Aliás, acho que um deles devia ser estudante pois ele parecia estar morando no hostel.

The Mitraa Hostel
The Mitraa Hostel: em Singapura eu dividi um quarto com outras 5 pessoas!

Mas enfim. Vamos ao que importa. Em primeiro lugar, a localização. O hostel fica na região da Little India, conhecida por ser uma das mais baratas de Singapura. Essa região não é próxima das principais atrações turísticas do centro, por exemplo, tem que pegar um ônibus ou um metrô até a Marina Bay, Chinatown e etc.

Mas o legal de ter ficado aqui, foi que consegui explorar bastante esse bairro, conheci vários locais na Little India que não teria conhecido caso tivesse ficado hospedada em outra região.

O pessoal que trabalhava no hostel eram super simpáticos, principalmente o recepcionista Sebastian. Ele nos deu várias dicas de um insider em Singapura. O café da manhã estava incluso no preço da diária. Era bem simples, ovo cozinho e torradas. Haviam banheiros compartilhados em todos os andares do hostel, no geral, eram sempre mantidos limpos.

O único problema desse hostel, foi que em uma de nossas camas tinha bed bug. Eu não sei qual foi o milagre que eu não fui picada. Eu tenho uma alergia horrível as picadas desse bicho e sempre que viajo tenho muita dor de cabeça por causa disso. Enfim, apesar de eu ter gostado de praticamente tudo, foi muito chato dormir na cama com esse bicho.

Como já estava tudo pago, eles não iam nos fazer o reembolso, tivemos que dormir nesse hostel mesmo. Caso contrário, teríamos procurado outro lugar pra nos hospedar. Mas enfim, eu não acho que deve ser um hostel empesteado de bedbug. Mas pelo sim, pelo não, se eu fosse você eu ficaria longe desse lugar.

Considerações Finais

Singapura é um país encantador, as pessoas parecem viver tão bem aqui. Notei que bastante gente praticava esportes nos parques ou corria pela cidade então tive a impressão de que os moradores tem uma boa qualidade de vida.

Não é à toa que Singapura fica sempre no topo das listas como um dos países com a melhor expectativa de vida do mundo, as pessoas aqui vivem em média até os seus 82 anos.

O que eu mais gosto em poder visitar um país como esse é andar pela cidade sem tem que seguir mapa ou placas. Sem ter que me preocupar se vou me perder ou se vou acabar me enfiando em becos estranhos (já fiz isso algumas vezes por aí). Tudo é tão moderno, seguro, limpo e desenvolvido.

Singapore Skyline
Singapura

Gostamos tanto desse país, que cogitamos a ideia de morar aqui. Fui embora com vontade de ter ficado mais tempo para absorver um pouco mais da atmosfera do lugar e conhecer outros lugares que ficou faltando. Espero poder voltar em breve.

Agora me conta, você já esteve em Singapura? O que achou desse país? O que na sua opinião não pode ficar de fora do roteiro? Me deixa um comentário, vou adorar saber o que vocês pensam sobre esse país.

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Confira A Galeria De Fotos

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3 comentários em “Singapura, mochilando na cidade mais cara do mundo”

  1. Parabéns Nádia, por tudo que você conheceu e por tudo que você nos mostrou de Singapura!! País com muita riqueza, religiosidade e muita beleza!!

    1. Que bom que você gostou!!! Realmente Singapura além de ser bem pequeno e um país relativamente novo, tem muita cultura e diversidade para ser explorado aqui!!

      1. Sempre gosto das suas publicações, pois você procura aproveitar e conhecer o melhor de todos os países por onde você viajou, a sua maneira e da melhor maneira possível.

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