British Museum (detalhes)
Europa, Inglaterra, Londres, Reino Unido

Museu Britânico em um dia: 10 principais destaques do museu para conferir

O Museu Britânico, em inglês British Museum, é uma das atrações mais visitadas do Reino Unido com uma coleção permanente de mais de 8 milhões de peças que abrange mais de 2 milhões de anos da história da humanidade. Além de ser o mais antigo museu nacional do mundo é também o maior museu do Reino Unido. Por esse motivo, conhecer o Museu Britânico todo em um dia é quase impossível.

Porém keep calm and carry on! No post de hoje eu fiz uma lista os 10 principais destaques do museu que você pode conferir tudo em um dia de visita.

Museu Britânico em um dia
The British Museum

Você vai encontrar nesse post:
Sobre o Museu Britânico
10 principais destaques do museu
Informações adicionais

Sobre O Museu Britânico

Existem inúmeros museus e galerias espalhadas por toda Londres, a melhor parte é que a maioria tem entrada gratuita. O maior e mais visitado de todos eles é o British Museum. Além disso, ele é também um dos principais pontos turísticos do Reino Unido, recebendo todos os anos aproximadamente 6 milhões de turistas do mundo todo.

O Museu Britânico foi fundado em 1753 pelo médico, naturalista e colecionador Sir Hans Sloane. A sua coleção contava com aproximadamente 80 mil itens de ‘raridades naturais e artificiais’; uma biblioteca com mais de 40 mil livros e manuscritos; e uma coleção de 32 mil moedas e medalhas. Essas coleções foram compradas em 1753 através de um ato do parlamento, dando início à fundação do museu.

Seis anos após sua fundação, no ano de 1959, o museu abre suas portas ao público pela primeira vez. O que dá à ele nada mais nada menos que o título de ‘O primeiro museu público nacional do mundo.‘ Com o passar dos anos, a coleção do museu foi aumentando com alguns objetos sendo levados (=roubados), comprados ou doados em regiões sobre o domínio colonial britânico. Enquanto outros foram adquiridos por meio de escavações, vendas e legados deixados por outros colecionadores.

O Museu Britânico possui uma coleção de mais de 8 milhões de peças de todos os continentes que contam mais de 2 milhões de anos da história da humanidade. A primeira coisa que você vai ver assim que entrar pela entrada principal do museu, localizada na rua Great Russel St, é uma praça coberta com teto de vidro chamada Queen Elizabeth II Great Court. Ao centro, a estrutura circular é o Reading Room, local usado hoje em dia para exibições temporárias.

Museu Britanico em um dia - Elizabeth II Great Court
Queen Elizabeth II Great Court

10 Principais Destaques Do Museu Britânico

1. Rosetta Stone (sala 4)

Essa lista já começa com a peça mais importe do museu, a Rosetta Stone. Assim que você passa pela principal entrada do museu, você chega na Queen Elizabeth II Great Court que é a galeria coberta de vidro. Aqui você vai pegar a primeira porta à sua esquerda para entrar na sala 4, a sala das esculturas egípcias.

A Rosetta Stone que data de 196 aC, é uma grande pedra com uma inscrição em 3 versões diferentes de um decreto real emitido em Mênfis no Egito, durante a dinastia ptolomaica. Ela é uma das peças mais importantes do museu pois contém a chave para a compreensão dos hieróglifos egípcios, ou seja, uma escrita composta de pequenas imagens que foi usada originalmente no antigo Egito para textos religiosos.

2. Touros Alados De Khorsabad (sala 10)

Continuando nosso passeio pelo museu, entramos agora na sala da Caça aos Leões (Lion Hunt), passando também por diversos tesouros da Assíria, uma antiga civilização localizada entre os rios Tigris e Eufrates. Em seguida damos de cara com os objetos mais pesados de todo o museu.

Os Touros Alados de Khorsabad (Winged Bulls from Khorsabad) que datam de 710-705 aC, são verdadeiros tesouros assírios da antiga Mesopotâmia que chegam a pesar 16 toneladas. Essas figuras gigantes guardavam uma das entradas da cidadela, com o objetivo de impedir que o mal entrasse. Uma curiosidade é que os assírios moviam cada uma dessas esculturas gigantes por completo, enquanto os ingleses tiveram que trazê-las para cá divididas em 4 partes.

Touros alados de Khorsabad
Touros alados de Khorsabad

3. Busto Do Faraó Ramsés II (sala 4)

Se fosse para seguir a ordem lógica de visitação dos principais destaques do museu, a próxima sala que deveríamos visitar seria a das estátuas de mármore do Partenon. Porém, no dia da minha visita essa sala estava fechada para manutenção. Então o jeito foi continuar seguindo a rota criada por conta do distanciamento social durante a pandemia de Covid-19. Com ela, nós somos levados de volta à sala das esculturas egípcias.

Aqui a gente passa em frente um outro destaque do museu, o enorme Busto do Faraó Ramsés II (King Ramesses II) que data de aproximadamente 1279-1213 aC. Ramsés II (o Grande) foi um faraó egípcio, seu império foi considerado o mais próspero do Egito. Também é conhecido por ter sido o faraó que mais construiu templos e monumentos, sendo um deles o famoso templo de Abul-Simbel.

Museu Britânico em um dia - busto do faraó Ramses II
Busto do faraó Ramsés II

4. Múmias Egípcias (salas 62-63)

Logo ao fundo da sala das esculturas egípcias chegamos a um corredor com duas opções. À direita ficam as exposições das Américas, porém nós vamos virar a esquerda e subir até o terceiro andar, virar a esquerda novamente na sala 61, que é uma exposição sobre a Vida e a Morte Egípcia. Em seguida chegamos às salas 62 e 63, local onde vamos encontrar outro grande destaque do museu: as múmias egípcias.

Uma das principais múmias expostas é a enigmática Múmia de Katebet (Mummy of Katebet) que foi descoberta na década de 1820 em Thebes no Egito e que data de 1300 aC. Essa múmia de uma mulher foi encontrada dentro de uma tumba juntamente com a múmia de um homem, provavelmente seu marido. Uma análise feita na decoração da superfície dos ornamentos revelou uma camada de ouro quase puro na máscara.

Outra múmia bastante intrigante é a do Homem de Gebelein (Gebelein Man) que foi enterrado aproximadamente em 3500 aC na região de Gebelein no Egito. O mais curioso é que esse corpo teria sido preservado puramente por causa da areia quente da região. Inclusive essa múmia tem até um apelido, Ginger, devido ao tufo de cabelo ondulado vermelho que ainda se encontra preso ao seu crânio.

5. Peças De Xadrez Lewis (sala 40)

Seguindo a rota criada para manter o distanciamento social, vamos passar por diversas salas, incluindo as exposições do Oriente Médio (salas 53 à 59), Grécia e Roma Antigas (salas 73 à 69). Preste atenção nesse momento pois no corredor das salas 36 e 37 fica a plataforma de observação da Queen Elizabeth II Great Court, vale a pena conferir a vista daqui de cima.

Agora entramos na sala de número 40, a sala da Europa Medieval. Aqui se encontra outro grande destaque do museu, as Peças de Xadrez Lewis (Lewis Chessmen). Essas peças de xadrez esculpidas em marfim de morsa datam do século 12, porém foram descobertas em 1831 na ilha de Lewis, Escócia. Repare bem na riqueza de detalhes dos rostinhos de cada peça. Sem dúvidas a minha favorita é a rainha entediada, ela está muito engraçada.

6. Artefatos Da Necrópoles De Sutton Hoo (sala 41)

Continuando nosso passeio, entramos agora na sala 41, uma das minhas favoritas de todo o museu. Nessa sala se encontram os tesouros de Sutton Hoo. Em 1939, uma escavação em uma série de montes em Sutton Hoo, na Inglaterra, revelaram um conteúdo surpreendente: dois cemitérios medievais com restos de um navio funerário anglo-saxão que datam dos séculos 6 e 7.

O Capacete de Sutton Hoo (Sutton Hoo Helmet) é um dos achados anglo-saxões mais importantes de todos os tempos. Apenas quatro capacetes anglo-saxões completos são conhecidos até hoje, e este é o mais elaborado. Feito de ferro, coberto com painéis de liga de cobre estanhado. Simplesmente impressionante.

Na minha opinião, outras peças importantes nessa mesma sala que valem muito a pena dar uma conferida, são a Lycurgus Cup, uma magnífica taça de vidro decorada com cenas de Licurgo, rei da Trácia na mitologia grega.

Outra peça intrigante é o Lothair Crystal, uma rocha de cristal com gravuras contando a história bíblica de Susanna e os Anciões, na qual Susanna é acusada de adultério antes de ser declarada inocente pelo profeta Daniel.

7. Tesouro De Mildenhall (sala 49)

O próximo item da nossa lista está logo na sala ao lado de número 49, Roman Britain. Quem curte história deve saber que a Grã-Bretanha foi invadida pelo imperador romano Claudius em 43 dC. Em pouco mais de 50 anos, a Inglaterra, o País de Gales e partes da Escócia já tinham sido conquistadas pelos romanos.

O Tesouro de Mildenhall é impressionante. É uma das mais importantes coleções de utensílios de mesa de prata do final da era romana que foram encontrados em um campo próximo de Mildenhall, na Inglaterra. Não se sabe quem eram os donos dessa prataria, mas devido à qualidade técnica e artística, se assume que seriam de uma família muito rica ou com alto status social.

8. Lindow Man (sala 50)

Continuando nosso passeio, caminhamos até a sala seguinte de número 50, onde estão expostas peças que retratam o período de 800 bC à 43 aC na Europa e Grã-Bretanha. Aqui se encontra o nosso último destaque do andar superior.

O impressionante e preservado corpo de Lindow Man se encontra exposto logo na entrada da sala, melhor dizendo, a parte superior de seu corpo. Acredita-se que ele tenha vivido entre os anos de 2 aC e 119 dC, e que teria aproximadamente 25 anos na data da sua morte. Há indícios de que ele poderia ter sido morto estrangulado, ou por consequência de vários golpes que recebeu na cabeça, ou possivelmente uma facada no pescoço.

Mas apesar de sua possível morte trágica, o mais intrigante é a preservação do seu corpo e seu cabelo. Visto que tenha sido encontrado no pântano de Lindow Moss, próximo da cidade de Manchester no ano de 1984.

Lindow Man
Lindow Man

9. Galeria Do Iluminismo (sala 1)

Agora descemos as escadas de volta ao andar térreo, lembrando que continuamos seguindo a rota demarcada por conta distanciamento social durante a pandemia de Covid-19. O próximo destaque que vamos conhecer além da sua bela arquitetura possui também de uma grande importância histórica.

A deslumbrante Galeria do Iluminismo (Enlightment Galleries) foi a primeira galeria do museu que podemos ver hoje. Construída entre os anos de 1823 e 1827, esse galeria explora a época que o Museu Britânico foi fundado. Iluminismo é o nome dado à um período de grandes descobertas que mudaram a maneira como os ocidentais enxergam o mundo hoje.

Importante ressaltar que grande parte dessa coleção foi obtida durante um período que a Grã-Bretanha se tornou uma potência global enriquecendo-se principalmente através de seu império colonial de e seu envolvimento ativo no comércio transatlântico de escravos.

Embora o Iluminismo tenha fornecido as bases para grande parte de nossa compreensão atual da história da realização cultural humana, eles também tendiam a contar essa história de uma perspectiva predominantemente europeia. Este período, e legados, estão agora cada vez mais sendo reavaliados a partir de uma série de perspectivas críticas.

Museu Britânico em um dia - Enlightment Gallery Room
Galeria do Iluminismo

10. Hoa Hakananai’a (sala 24)

Por fim, ainda no andar térreo de volta à grande praça central de vidro, caminhamos agora em direção à sala de número 24, chamada Living and Dying. Esta galeria explora como as pessoas em todos os lugares lidam com as duras realidades da vida e da morte.

A última posição dessa lista vai para Hoa Hakananai’a, essa moai (estátua) gigante feita de basalto que veio diretamente da Ilha de Páscoa, no Chile. Ela possui mais de 2.40 metros de altura e pesa mais de 4 toneladas. As moais foram provavelmente esculpidas para comemorar ancestrais importantes e foram feitas por volta de 1000-1200 dC.

Em suas costas está uma série de símbolos esculpidos – cabeças de fragatas, figuras de humanos/pássaros, entre outras coisas – fazendo uma relação às cerimônias do ‘homem-pássaro’ da ilha, que eram associadas à fertilidade e ao acesso à recursos.

Hoa Hakananai’a

Você sabia?
Das 8 milhões de peças do acervo do museu, apenas 80 mil estão em exibição pública ao mesmo tempo. Isso é somente 1% de toda sua coleção.

Informações Adicionais

Funcionamento: aberto todos os dias
Horário: das 10:00 am às 05:00 pm
Valor: entrada gratuita (porém o ingresso deve ser reservado com antecedência)
Estação de trem mais próxima: Euston (zona 1) – 16 min de caminhada (1.3km)
Estação de metrô mais próxima: Russel Square (Piccadilly Line, zona 1) – 6 min de caminhada (500m)
Bairro: Camden
Endereço: Great Russel Street, Londres, WC1B 3DG
Website: https://www.britishmuseum.org/

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