Alemanha, Europa

Munique

E foi aqui que tudo começou! Essa foi a primeira viagem internacional que fiz depois de ter me mudado para Londres em 2009. Uma brasileira que morava na mesma casa que eu estava organizando uma viagem de última hora à Munique para conhecermos a maior festa da cerveja do mundo: a Oktoberfest.

Mas o fato é que apesar de ser conhecido como um festival de cerveja, o que é celebrado mesmo é o aniversário de casamento do então príncipe da Bavaria, Ludwig com sua esposa Teresa de Saxe-Hildburghausen, que aconteceu em 1810. A festa acontece anualmente e é celebrada há mais de 200 anos! Apesar do nome, a festa tradicionalmente começa na terceira semana de Setembro e acaba no primeiro domingo de Outubro.

A Oktoberfest é uma enorme feira à céu aberto com barraquinhas de comida, parque de diversões e um tanto de outras coisas, mas a atração principal são as casas das cervejas, que são galpões fechados onde rola muita música, comida e diversão. O evento é uma experiência única, que vale muito a pena conhecer. Os alemães são muito animados e receptivos, vão todos vestidos em suas roupas típicas e até não se importam de tirar fotos com turistas.

Como nós fomos de última hora e não tinhamos planejado nada com antecedência, tivemos algumas dificuldades para entrar nas famosas casas de cerveja: para entrar você precisa ter comprado o ticket e reservado uma mesa por um certo período de tempo. Assim, você pode sentar, comer e beber enquanto assiste os shows e aproveita a atmosfera do lugar (você só consegue beber e comer se estiver sentado na mesa, uma vez que não tem bar pra você fazer o pedido, e só quem tira o pedido é a garçonete). Porém, como não sabíamos desses tickets, que na verdade chegam a esgotar muito antes do festival começar, tivemos que ficar do lado de fora, espremidos no meio da muvuca em frente aos portões, que eram abertos de tempo em tempo pra deixar um pouco da multidão entrar, esse foi o primeiro desafio.

O segundo desafio era achar uma mesa vazia, pois todas as mesas estavam reservadas durante o dia todo, quase todos os dias. Então o negócio é ter paciência, ficar de olho quando uma família estiver pra sair e correr pros bancos, literalmente fazer a dança da cadeira! Daí você pode aproveitar enquanto a galera da outra reserva não chega (não adianta torcer pra que eles não venham pois eles sempre vem).

Geralmente as mesas do lado de fora das casas não são reservadas. O lado bom é que dá pra sentar, beber e comer sem pressa. O lado ruim, é que você acaba perdendo os shows que acontecem do lado de dentro, assim como a grande festa, o fervo, que é ver os alemães brindando, cantando, dançando e subindo nas mesas. Mas como as mesas são grandes e comunitárias, você acaba conhecendo muita gente, e todo mundo tá em clima de festa, paz e claro: bebedeira!

Passamos dois dias curtindo a festa e tivemos muita sorte, pois conhecemos pessoas incríveis, bebemos litros e litros de cervejas locais e nos divertimos muito. Se você estiver pensando em conhecer a Oktoberfest, tenho duas dicas que pode ser que vão te ajudar: 1- Pesquisar a acomodação com bastante antecedência, pois a maioria dos hotéis na cidade ficam com as vagas esgotadas (e você não correrá o risco de ter que acampar em temperaturas baixíssimas a ponto de quase congelar assim como eu, um dia eu conto essa furada aqui pra vocês); 2- Considere comprar o ticket e reservar uma mesa dentro de pelo menos uma das casas de cerveja, especialmente se estiver indo no final de semana. Li em alguns sites de viagens que durante a semana é mais fácil de encontrar lugares nas mesas.

Para “primeira” viagem, começar logo com um festival tão famoso e importante foi uma iniciação e tanto. E eu adoro cerveja, então realmente estava no lugar certo. Apesar da minha primeira impressão ter sido de que a Oktoberfest é uma festa alemã para alemães, eu com certeza amei e com mais certeza ainda quero voltar!


O motivo principal da nossa viagem era conhecer a Oktoberfest, mas quando não estávamos na festa, visitamos alguns pontos turísticos da cidade, que diga-se de passagem, é moderna, estilosa e descontraída. Munique fica no sul da Alemanha, capital do estado da Bavaria e é a terceira maior cidade do país, atrás somente de Berlim e Hamburgo.

KARLSPLATZ

É uma grande praça no centro de Munique, ótimo lugar pra começar o passeio, e onde se encontram alguns edifícios importantes como o Palácio da Justiça (Justizpalast), a loja de departamentos Kaufhof e o portão Karlstor, construído no estilo gótico entre 1899-1902, no mesmo local onde ficava o portão na era medieval. Durante o verão têm uma linda fonte no meio da praça e durante o inverno uma grande pista de gelo.

NEUHAUSER STRASSE e KAUFINGER STRASSE

Passando pelo portão Karlstor chegamos à uma importante área de comércio da cidade localizado nas ruas Neuhauser Strasse e Kaufinger Strasse, onde carros não circulam. Aproveitamos para dar uma olhada nas lojas, curtir a atmosfera e observar a arquitetura do lugar que é encantadora.

MARIENPLATZ

Passeando por essas ruas e seguindo sempre em linha reta, chegamos à praça central de Munique, Marienplatz, o que na minha opinião é a parte mais linda da cidade. Nela se encontram a nova prefeitura (Neues Rathaus) e a antiga prefeitura (Altes Rathaus), e a coluna Mariensaule com a Virgem Maria no topo, considerada a padroeira da Bavaria. Essa coluna foi construída em 1638 para celebrar o fim da ocupação Sueca durante a Guerra dos 30 Anos. A foto abaixo é da torre da Nova Prefeitura. Ela mede 85m e tem um relógio mecânico com 43 sinos que tocam varias melodias diferentes. Um espetáculo à parte.

BMW WELT

No dia seguinte passamos pela sede da BMW, que fica logo na entrada do Parque Olímpico. Nesse local se encontram o Museu da BMW e o BMW Welt, um centro de exibições e showroom dos modelos atuais, assim como outras marcas que fazem parte do grupo BMW, a Mini e a Rolls-Royce. A arquitetura do lugar é impressionante, toda futurística.

PARQUE OLÍMPICO DE MUNIQUE

Já que estávamos logo em uma das entradas do parque olímpico de Munique, resolvemos dar um volta por algumas das instalações pra conhecer o local. Hoje em dia esse espaço é utilizado para realização de grandes eventos culturais, sociais e religiosos.

ESTÁDIO ALLIANZ ARENA

Do parque olímpico pegamos o metrô e descemos em Fröttmaning para incluir no nosso roteiro o estádio de futebol Allianz Arena. Casa do Bayern de Munique, o estádio foi construído em 2005, é o primeiro do mundo que o exterior muda completamente de cor. Moderno, icônico e não só para quem ama futebol. A arquitetura chama atenção do lado de fora e do lado de dentro. Eles oferecem tour quase todos os dias do ano.

Onde Comer Em Munique

Pra fechar nossa viagem com chave de ouro, a última parada foi na cervejaria Hofbräuhaus. Existem muitas cervejarias desse tipo mas essa é a mais famosa de Munique. A comida é tradicional e bem saborosa, a cerveja é servida nas “pequenas” canecas de 1 litro, tem bandinha animada tocando músicas alemãs e na noite que jantamos lá estava até rolando uma apresentação de dança típica. Vale muito a pena a visita, especialmente se você estiver em Munique na época em que a Oktoberfest não esteja acontecendo, dá pra ter uma noção da atmosfera da festa. Informações sobre o cardápio, valores e reservas você encontra no site oficial (em inglês): Site Oficial Hofbraeuhaus.

E como são os alemães? Na minha opinião eles são muito educados, simpáticos e prestativos. A prova disso é o senhor de gravata azul da foto abaixo. Estávamos indo pro aeroporto e totalmente perdidos na estação central de trem Munchen Hauptbahnhof com tanto nome impronunciável e parecido. Eis que esse senhor, vendo nosso desespero, veio nos ajudar. O mais interessante é que ele não falava uma palavra de inglês e a lógico que a gente também não falava nada em alemão. Mas mesmo assim, ele fez questão de nos atravessar pela estação toda pra nos levar até a plataforma certa, nos ver passando a catraca, e ainda deu tchauzinho até entrarmos dentro do trem.

Um senhor alemão nos ajudou a encontrar a plataforma correta na estação central de Munique.

Lembro que a gente ficou meio em dúvida em oferecer dinheiro ou não pela ajuda, na dúvida, oferecemos como gesto de gratidão mas ele não aceitou. E foi aqui que essa nossa aventura doida-corrida-desorganizada-alcoolica acabou. E voltamos com a bagagem cheia de boas gargalhadas e memórias!

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