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Jaipur, o que ver e fazer em 3 dias

Jaipur, conhecida como Cidade Rosa (Pink City), além de ser a capital é também a maior cidade do estado do Rajastão. Um lugar cheio de história, cultura e com algumas das construções mais majestosas de toda Índia. Um destino muito comum tanto para turistas locais quanto para turistas internacionais por fazer parte do Triângulo Dourado, uma rota turística que é formada por: Nova Deli, Agra e Jaipur.

Também fica no caminho de quem está indo em direção ao deserto, para as cidades de Jodhpur e Jaisalmer. Continue lendo esse post para saber os motivos pelos quais você não pode deixar essa cidade de fora do seu roteiro.

Jaipur, vista do Forte Nahargarh.

Cheguei em Jaipur depois de uma viagem de 5 horas de trem saíndo de Agra. A viagem foi durante o dia e foi bem tranquila, então deu pra aproveitar bastante a paisagem. Era exatamente isso que eu queria, estava tão animada que iria finalmente viajar de trem pela Índia que nem piscava os olhos, vim o caminho inteiro admirando a paisagem.

Ao chegar na estação central de Jaipur, ainda na plataforma fui abordada por diversos motoristas de tuk-tuk. Fui dizendo “Não, obrigada” até chegar à entrada da estação, onde haviam mais dezenas deles. Havia somente eu e mais alguns turistas estrangeiros perdidos na multidão. Olhei o mapa no celular e o hotel que eu escolhi para me hospedar estava à uns 2 km de distância.

Então decidi negociar com um dos motoristas que estavam ali, assim não perdia muito tempo caminhando até o hotel e ganhava tempo para sair depois na parte da tarde para explorar a cidade.

O motorista do tuk-tuk me levou até seu “helicóptero”, era assim que ele chamava seu tuk-tuk todo decorado com uma plumagem vermelha, muitas luzes e penduricalhos. Era um rapaz jovem, engraçado, falava inglês muito bem e era super conversador. Ele me deu as boas-vindas à Jaipur, me falou um pouco de onde era, perguntou de onde eu vinha, aquele bate-papo normal que eles adoram puxar com os turistas.


Leia também:

 Roteiro de 3 dias em Nova Deli
→ Agra, a cidade do Taj Mahal
→ Roteiro de 3 semanas na Índia


Ao me deixar na porta do hotel ele pediu 2 minutos para falar um pouco mais dos seus serviços. Me falou que como Jaipur é muito grande, e por isso era necessário muitos dias para visitá-la por inteiro. Então sugeriu alguns roteiros, disse que poderia vir me buscar a hora que eu quisesse na manhã seguinte e passar o dia todo me levando aos lugares que eu tivesse interesse em conhecer.

Notei que é bem comum os motoristas de tuk-tuk oferecerem esse tipo de serviço aos turistas, pois ao longo da minha estadia em Jaipur fui abordada por muitos outros motoristas, que me perguntavam se eu já tinha planos para o dia seguinte e mesmo eu falando que já tinha, eles todos insistiam para que eu anotasse seu número de telefone, pois caso mudasse de ideia era só mandar um whastapp e marcar.

Jaipur me impressionou desde o momento que cheguei. Não imaginava que a cidade era tão grande e que, comparada às outras por onde eu havia passado, tão moderna. Ao chegar no hotel, fiz o check-in, deixei as mochilas no quarto e subi para o restaurante que fica no terraço (mais detalhes do hotel no final do post).

Adivinha o que aconteceu depois de 5 horas de viagem, um super almoço e um banho gostoso? Eu capotei, haha! Dormi a tarde toda e só acordei quando já era a hora de jantar. Novamente jantei no restaurante do hotel e decidi ficar de molho durante a noite, pra assim planejar os roteiros dos meus próximos dias.

Confira abaixo o roteiro que fiz de 3 dias em Jaipur. Lembrando que tudo foi programado por mim mesma e a minha forma de locomoção na cidade foi Uber (que quebra um galhão) e tuk-tuk.

Jaipur é enorme e, tirando a parte do centro antigo, não dá pra se locomover a pé. Pode ser que se você utilizar o transporte público seja ainda mais barato porém vai consumir mais do seu tempo. E sinceramente, achei os preços do Uber e do tuk-tuk bem em conta.

Roteiro Em Jaipur: Dia 1

Forte de Amber

O Forte de Amber leva esse nome não por sua cor, mas pela cidade onde se encontra. Amber fica à 11km de Jaipur, o que leva uns 20 minutos de Uber (dica: Uber é uma das melhores e mais econômicas maneiras de se locomover na Índia). O Uber me deixou ao lado do lago Maota, onde fica um pequeno jardim e uma bela vista para o forte no alto do vilarejo.

Construído no ano de 1592 durante o reinado de Raja Man Singh, o forte é conhecido por seus elementos artísticos no estilo hindu. A construção é dividida em quatro níveis diferentes, cada uma com sua porta de entrada e seu próprio pátio. O forte foi tombado como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2013, sendo reconhecido como um exemplo de arquitetura militar Rajput.

A entrada principal é pelo Portão do Sol (Suraj Pol). Era nesse pátio que os exércitos desfilavam ao voltar da guerra. Eu fiquei emocionada ao entrar nesse primeiro pátio, tanta história envolvida, tantos detalhes, tanta beleza. Impossível não ficar admirado com a riqueza daquela época. A vista desse pátio dá para a cidade de Amber e para o Jardim Açafrão no lago Maota.

Continuei explorando o forte sozinha sem ajuda de um guia, eu já havia lido bastante sobre a história de sua construção e de sua importância no passado. Mas confesso que em certo momento senti falta de não ter contratado um guia, pois eles contam outros detalhes que muitas vezes não conseguimos achar em lugar nenhum. E geralmente tornam a visita mais interessante.

Outro local do forte que fiquei apaixonada foi o Palácio dos Espelhos (Sheesh Mahal), com seus pequeninos mosaicos espelhados cobrindo cada pedaço que vai do rodapé ao teto. Devido ao seu formato convexo, esses espelhos reluziam a luz das velas à medida que alguém passava por seus corredores.

Inclusive, de frente com esse Palácio dos Espelhos existe uma outra construção que é palácio aonde ficavam os aposentos dos marajás e suas famílias. Entre os dois prédios há um lindo jardim todo simétrico que chama atenção. Esse jardim foi construído no estilo mugal, ele se encontra em um nível rebaixado e possui um formato oxagonal. No centro do jardim, tem uma fonte linda em formato de estrela.

A subida até o forte é daquelas que você pensa que vai dar conta, mas quando chega lá em cima está arrastando a língua no chão. Tem como fazer essa subida de elefante e eu sou totalmente contra essa prática. Esse é um dos piores tipos de exploração animal, o elefante não foi feito para carregar gente pra cima e pra baixo o dia todo sob um sol escaldante.

Durante essa caminhada até a entrada do forte, certamente alguns turistas indianos vão te pedir fotos. Essa é uma ótima oportunidade de não somente ser gentil com eles, pois eles adoram turistas estrangeiros, mas pra você também pedir suas fotos à eles pra guardar de recordação.

Com certeza alguns desses momentos ficarão na sua memória, assim como quando eu aceitei tirar fotos com uma família enorme. O pai ficou por conta de bater a foto, mas antes disso ele penteou o cabelo do seu filho pequeno só pra que ele saísse arrumadinho na foto comigo. Esse momento encheu meu coração de amor e gratidão. Acho que dá para notar isso se você olhar meu rosto na foto abaixo. 😉

Forte Jaigarh

Pouco se ouve falar e pouquíssimas são as informações sobre o forte Jaigarh na internet. Construído no ano de 1726, ele é considerado o mais resistente dos 3 fortes da região pois nunca foi conquistado em batalhas. Também é conhecido por ser o local onde fica o maior canhão do mundo, reza a lenda que esse canhão teria sido utilizado uma única vez e que a bala do canhão teria atingido uma distância de 35 km.

O forte de Jaigarh, à contrário do forte de Amber, é uma propriedade privada. Um dos guardas do forte, que se prontificou a me guiar mesmo quando eu disse que não havia necessidade, me disse que o marajá dono desse forte mora no Palácio Real de Jaipur. Eu sugiro que você o inclua no seu roteiro no mesmo dia que for visitar o forte de Amber.

Uma das formas de se chegar lá é pegando um túnel que fica quase na saída do forte de Amber, mas não tem muita informação disponível o negócio é ir perguntando aonde fica o túnel para o forte Jaigarh. Esse túnel é meio sombrio, frio e fedido, mas ele corta um bom caminho e te permite ter uma noção de como era na época em que eram utilizados como rotas de fuga. Não se preocupe, você vai encontrar guardas pelo caminho que vão te indicar a direção certa, não tem como se perder. Saíndo desse túnel você vai passar por um longo corredor muralhado.

Ao chegar em um dos portões do forte, ainda no meio do caminho, provavelmente você vai ver um daqueles carrinhos de golfe, eu sugiro que você pague pra subir o resto do morro nesse carrinho, pois a caminhada é muito íngreme e provavelmente o calor vai dificultar ainda mais. Mas só depois que você subir esse tanto de morro é que vai entender o motivo que vale a pena visitar esse lugar. Esse forte fica bem no topo da colina, a vista de lá para o forte e a cidade de Amber simplesmente vale qualquer esforço.

Panna Meena Ka Kund

Na saída do forte de Amber, combinei com um motorista de tuk-tuk pra levar me até esse stepwell, em seguida para o Forte Nahargarh e por último o para palácio Jal Mahal. Essa construções, extremamente antigas, são conhecidas como stepwell. Na verdade elas são bem típicas em algumas partes da Índia.

Sua arquitetura é composta por uma série de escadas por toda sua volta que levam à um reservatório de água central no nível mais baixo da construção. Como o nível desse reservatório de água oscilava de acordo com as chuvas e com outras formas de escoamento da água, as escadas serviam para facilitar o acesso ao poço. Hoje em dia a maioria já foram desativadas e encontram-se em precário estado de conservação. Essa da foto fica logo atrás do forte de Amber. O legal é que não paga nada pra entrar, o chato é que não podemos descer as escadas pois é proibido por motivos de segurança.

Dica: se você estiver com bastante tempo para viajar, vale a pena fazer uma passeio de algumas horinhas para conhecer um dos stepwells mais famosos da Índia, o Chandi Baori, que fica na vila de Abhaneri à 100 km de Jaipur.

Forte Nahargarh

O terceiro o último forte que visitei no primeiro dia foi o forte Nahargarh, que fica uma curta distância de tuk-tuk dos outros dois. Como eu já mencionei, na saída do forte de Amber combinei com um motorista para que ele me levasse à alguns lugares que eu queria conhecer, é bem comum fazer esse tipo de acerto com os motoristas de tuk-tuk.

O forte de Nahargarh também é conhecido como Forte dos Tigres (Tiger Fort), pois acredita-se que existiam muitos desses animais perambulando por essas colinas há muito tempo atrás. Foi construído no ano de 1734 e junto com o Forte de Amber e o Forte de Jaigarh formavam um anel de defesa para a cidade de Jaipur.

O forte Nahargarh é o que tem a vista mais impressionante para a cidade de Jaipur. Muita gente gosta de vir aqui para ver o pôr-do-Sol, isso não significa que você “têm” que vir aqui somente nesse horário. Esse forte é tão lindo que certamente irá te impressionar qualquer horário do dia.

A subida até o forte leva uns 15-20 minutos de tuk-tuk por uma estrada de duas mãos rodeada por uma vegetação densa. Preste atenção ao longo do caminho pois essa mata é habitat de muitos pavões.

Na metade do caminho tem também um mirante com uma vista incrível para o palácio Jal Mahal. Então nem que seja por dois minutinhos, dê uma paradinha para admirar a paisagem! Certeza que você vai curtir.

Jal Mahal

Seu nome significa “Palácio da Água”, foi construído em 1799 e se encontra no meio do lago Man Sagar à 4km do centro de Jaipur. Esse é um ótimo exemplo da arquitetura Rajput. E apesar de parecer pequeno, na verdade dos 5 andares que possui, apenas 1 fica sob a água. Os outros 4 ficam embaixo da água e servem para manter a estrutura firme no lugar.

Mesmo após mais de 200 anos esse palácio encanta pela sua beleza. Uma das vistas mais bonitas fica lá do mirante da estrada para o forte Nahargarh. Hoje em dia o palácio não é aberto à visitação, porém está passando por um longo processo de restauração, quem sabe num futuro próximo turistas e locais poderão visitá-lo por dentro.

Roteiro Em Jaipur: Dia 2

Pink City – Cidade Rosa

O segundo dia comecei logo por aqui, pedi para o motorista do tuk-tuk me deixar em um dos portões que dão acesso à Pink City, que traduzindo para o português significa Cidade Rosa. Essa é uma expressão muito utilizada para se referir à Jaipur. Isso se deve pelo fato de que em 1876, o Príncipe de Gales e a Rainha Victoria visitaram a Índia. Então o Marajá Ram Singh de Jaipur mandou pintar toda a cidade de rosa para dar as boas-vindas aos seus convidados, pelo fato da cor rosa representar hospitalidade. Claro que hoje em dia a cidade é bem maior do que era naquela época, então as construções rosas se concentram no centro antigo da cidade.

Essa parte da cidade é linda, difícil não se apaixonar por essa atmosfera que une tanta história e tanta gente. Um verdadeiro museu à céu aberto, se bem que toda Índia é assim. De fato, os prédios não estão em seu melhor estado de conservação, mas na época em que estive lá, algumas partes da Cidade Rosa estavam sendo reformadas. Outra coisa que notei que as lojas são praticamente todas do mesmo tamanho e com a mesma fachada, mas infelizmente o dia que visitei o centro antigo o comércio estava todo fechado.

Outro detalhe que vale a pena mencionar, todo esse roteiro do centro antigo eu fiz a pé e sem guia. Foi incrível passear por essas ruas, andando a pé junto com os locais, parando pra tirar fotos, enfim, foi uma experiência bem diferente.

Hawa Mahal – Palácio dos Ventos

Um dos cartões-postais de Jaipur, esse é um daqueles lugares que você não pode deixar de conhecer quando estiver na Cidade Rosa. Além da arquitetura, sua história é igualmente impressionante. Seu nome significa “Palácio dos Ventos”, foi construído em 1799 em uma das extremidades do Palácio Real. Fazia parte da ala feminina do palácio, as mulheres da corte não podiam serem vistas pelas pessoas nas ruas, então se escondiam atrás das janelas para admirar a vida fora dos portões do palácio.

Sua fachada, que se assemelha à um favo de mel, possui 5 andares e mais de 950 janelas. Também é possível visita-ló por dentro, eu queria muito ter ido, mas fui descendo a avenida, olhando as lojinhas, reparando o dia-a-dia do povo que acabei esquecendo de voltar pra visitar por dentro.

Dica: Um bom lugar para tirar fotos fica do outro lado da rua. Existe um café chamado Wind View Cafe bem de frente com o Hawa Mahal, com uma vista que é a queridinha dos turistas para fotos. Eu não entrei no café então não sei dizer se é necessário consumir alguma coisa ou se dá pra entrar pra tirar uma foto rapidinho. Mas me baseando pelas fotos que já vi por aí, a vista de lá do andar de cima para o palácio é a mais bonita que tem.

Royal City Palace – Palácio Real

Parada obrigatória em Jaipur. Eu sei que devo ter falado isso de todos os outros lugares, mas é realmente pelo fato de que Jaipur é um local muito rico culturalmente. E aqui no Palácio Real você se sente dentro de um filme de época, ou de um livro de romance que seja.

A parte mais famosa e mais fotografada do palácio é o Portão do Pavão. Sem dúvidas  a riqueza de detalhes é algo incrível. O pavão é o pássaro símbolo nacional da Índia, ele representa a nobreza, santidade, proteção e vigilância. Existem também outros significados para o pavão dentro da religião hindu.

Quem chama muita atenção também são os guardas do palácio. Tem varios guardas de seções diferentes, e cada um deles tem uma farda diferente. Alguns ainda mantém a tradição do mustache, algo bem característico do Rajastão.

Além do terreno do palácio que é repleto de salões, pinturas, gravuras, objetos de decoração, eu amei visitar a sala de armamentos. Pois ali existem relíquias antiquíssimas que são pertencentes à família real. Sabe aquelas adagas, ou aquelas espadas cheias de detalhes cravados? Você encontra nesse salão.

Outra parte do palácio que eu amei visitar foi o museu de vestimentas reais. Simplesmente impressionante, roupas de centenas de anos atrás em um ótimo estado de conservação. Não dá nem pra imaginar o peso ou o valor dessas relíquias.

Eu paguei 500 rúpias para visitar as areas dos jardins do palácio. Também é possível visitar o seu interior, mas custa a bagatela de 3000 rúpias. Eu tive que adiar essa visita pra próxima por problema$ logístico$!

Observatório Astronômico Jantar Mantar

É um observatório astronômico bastante conhecido e em ótimo estado de conservação, vale a pena incluir no seu roteiro. São 14 instrumentos astronômicos que foram construídos pelo Marajá Jai Singh II, esses instrumentos serviam para medir o tempo, prever eclipses, rastrear estrelas, determinar as declinações dos planetas, determinar as altitudes celestiais, entre outras coisas.

Apesar de ter sinalizações (em inglês) explicando o objetivo de cada instrumento, eu sugiro que você contrate um guia para seu passeio aqui seja mais proveitoso. Os instrumentos são de variados tamanhos, formatos e modelos, um dos meus favoritos são os dos signos. Incrível imaginar que mesmo naquela época, a tecnologia deles já era tão avançada.

O complexo do Jantar Mantar em Jaipur fica bem no centro da cidade, próximo ao Palácio Real. Esse local é cheio de famílias, grupos de estudantes, inclusive encontrei bastante turistas estrangeiros por aqui.

Patrika Gate

Se antes de ir pra Índia eu não tivesse visto uma foto do corredor mais colorido do Instagram provavelmente não saberia que ele existe e que fica em Jaipur. Óbvio que eu não ia perder a oportunidade de conhecer esse lugar encantador. Sim, fica meio fora de mão mas vale a pena pegar o tuk-tuk e ir até lá dar uma conferida. O que ninguém vê é que atrás dessas pilastras tem muita gente esperando pra tirar suas fotos também. 😀

Essa construção fica em um jardim conhecido como Jawahar Circle. Na verdade o jardim é uma rotatória enorme onde se encontram algumas importantes avenidas de Jaipur. O motorista do tuk-tuk me trouxe até aqui, esperou eu tirar as minhas fotos e depois me levou de volta para o centro da cidade.

Templo Govind Devji

Esse é um dos templos mais importantes da peregrinação hindu e como fica logo atrás do City Palace eu decidi ir até lá para conhecer, eu tenho essa mania de me enfiar nos lugares mais inusitados que turistas nem sabe que existem. Fiz esse percurso de alguns minutos a pé e logo depois de passar por debaixo de uma pequena ponte o cenário era outro, já não havia mais turistas por ali, eram somente os locais, muitas barraquinhas vendendo oferendas e macacos tentando pegar o que de comer ou beber vissem pela frente.

Era final de tarde, o templo estava lotado, estava tendo algum tipo de celebração lá dentro, todas as mulheres estavam vestidas de sáris rosa. Apesar de ser a única turista ali, ninguém pareceu se incomodar (e nem notar) a minha presença. Por respeito, decidi não entrar apesar da vontade imensa de ter feito o contrário. Fiquei escutando do lado de fora e explorando os arredores. Confesso que a energia aqui é muito boa, fiquei encantada com as cores, os adornos e a simplicidade do lugar.

Torre Sagarsuli

Essa torre se encontra próximo ao Portão Tripolia (Tripolia Gate) dentro da Cidade Rosa (Pink City). Foi construída no ano de 1749 para comemorar a vitória de Sawai Ishwari Singh, filho mais velho do fundador de Jaipur, contra seu meio-irmão Sawai Madho Singh. Os dois disputavam a coroa e Sawai venceu a batalha com ajuda do exército Mugal.

Também conhecida como Torre para o Céu (Heaven Tower), possui 7 andares e a escadaria interna foi construída em formato espiral para permitir a entrada de ar e luz em seu interior. A entrada para subir até o topo está fechada por questões de segurança.

Roteiro Em Jaipur: Dia 3

Royal Gaitor

Esse é um dos pontos turísticos mais curiosos de Jaipur, um lugar que realmente merece uma visita. O Royal Gaitor é um lindo mausoléu, o que pra nós chamamos de cemitério. Mas ele nada se assemelha àqueles tipos de cemitérios que estamos acostumados. Aqui antigamente funcionava o crematório para os governantes reais de Jaipur.

A estrutura arquitetônica do local é uma das mais bonitas de todo o estado do Rajastão. Aqui vai um fato interessante: o nome Gaitore é derivado da palavra hindi ‘Gaye Ka Thor’ que significa “lugar de descanso para os que partiram”. Esse mausoléu fica em um local bem isolado aos pés do Forte de Nahargarh. O valor da entrada é simbólico.

Eu peguei um Uber do hotel até lá, achando que depois da minha visita fosse encontrar varios motoristas de tuk-tuk para me levar de volta ao centro, e me ferrei. Porque não tinha nenhum na entrada do mausoléu, tive que caminhar por dentro do bairro residencial por mais de 10 minutos e esperar pelo milagre de um tuk-tuk passar por ali! 😀

Templo Birla Mandir

Esse templo, que também é conhecido como Laxmi Narayan, é um dos cartões-postais de Jaipur. Birla Mandir, localizado aos pés do Forte Moti Dungri, é um moderno templo hindu construído todo em mármore branco e vitrais coloridos.

O templo, aberto ao publico em 1985, é dedicado ao deus Vishnu, o preservador e sua cônjuge Lakshmi, deusa da riqueza. As tres cúpulas representam as 3 diferentes abordagens para a religião. O templo é lindo por dentro, cheio de pinturas e gravuras pelas paredes. Mas como a maioria dos templos da Índia, fotos no interior do templo são proibidas.

Esse é um lugares lugares que no mesmo instante que você coloca o pé dentro, já sente aquela paz, aquela energia boa. O templo é impressionante por dentro e por fora.

Shopping Center – World Trade Park

Cheguei aqui por acaso. Estava procurando um lugar legal pra tomar um café da tarde caprichado e depois de pesquisar um pouco descobri que nesse shopping tinha um Costa, que é a minha rede de cafés favorita lá na Inglaterra. Então foi uma supresa boa ver que em Jaipur tem esse shopping enorme e super moderno.

Além das lojas normais do shopping, tem também aquelas seções cheias de quiosques vendendo roupas e lembrancinhas em um preço mais bacana. Inclusive, esse shopping fica bem pertinho do Jawahar Circle, é uma opção quem quer usar o banheiro, dar uma relaxada no ar-condicionado e escolher dentre as varias opções de restaurantes que eles tem na praça de alimentação.

Onde Comer Em Jaipur

Sem brincadeira, foram 4 dias e 4 noites comendo no mesmo restaurante e sempre comendo alguma coisa diferente. Eu estou falando do restaurante do hotel que eu estava hospedada, que se chama Peacock Rooftop Restaurant e tem ótimas avaliações em tudo quanto é site de viagens. Tanto o hotel quanto o restaurante do hotel foram dicas que eu segui do blog da Liliana Carneiro.

O restaurante está sempre cheio, é bom chegar cedo pra pegar uma mesa ou talvez tentar reservar com o pessoal do hotel. Tem música ao vivo e o cardápio tem pra todos os gostos, tem varias opções de comidas indianas, mas tem também pizzas, massas, sanduíches, enfim, uma variedade enorme de opções. Não deixe de experimentar o lassi doce e o tandoori aloo, que são fatias de batata cozida recheadas com purê de batata e queijo tipo cottage. Pode confiar, a comida aqui é boa e fresquinha.

E uma outra dica pra quem não abre mão de algo doce, mas bem doce mesmo. Descobri um lugar chamado Nibs Cafe & Chocolateria que fica 3 minutinhos andando do hotel. Porém eu dei uma olhada no site deles e existem outras 3 filiais além dessa em Jaipur.

É um cafézinho pequeno mas bem estiloso, cheio de opções de sobremesas e aqueles milk shakes que vem transbordando (eita já deu água na boca). As sobremesas que experimentei estavam muito gostosas e bem servidas. Se você estiver com mais alguém, talvez é melhor pedir um só e dividir, porque como eu disse, é bem servido.

Torta de maçã com calda de chocolate e sorvete de baunilha.

Onde Se Hospedar Em Jaipur

Quando eu vi no blog da Liliana Carneiro que o Hotel Pearl Palace em Jaipur foi o melhor hotel da viagem que ela fez pela Índia, eu decidi na mesma hora que ia reservar o mesmo hotel. Eu gostei muito do post contando um pouco da sua experiência no hotel, falando da hospitalidade e gostei bastante das fotos também.

Outro ponto que me levou escolher esse hotel foi o fato de ter um restaurante no terraço, é muito bom saber que você não precisa se preocupar caso não encontre algum lugar legal pra comer pela cidade, porque chegando no hotel você sabe que seu problema estará resolvido. O hotel é bem simples e era exatamente o que eu estava procurando. Sou daquelas mochileiras que adoram descobrir lugares como esse: limpo, bom e barato!

A localização não é das melhores, não dá pra fazer nada a pé. Por exemplo, pra ir pro centro tem que pegar algum tipo de condução, mas sempre tem muito motoristas de tuk-tuk na porta do hotel. Mas Jaipur é tão grande e as atrações estão bem espalhadas que eu nem sei dizer se há algum bairro que possa se dizer que é o melhor localizado. O meu quarto era espaçoso, limpinho, talvez só um pouco escuro. As janelas são vitrais coloridos, o que faziam com que entrasse pouca luz.

Mas isso parte da decoração, aliás a decoração do hotel todo é uma atração à parte. Logo no andar térreo, assim que você passar pela recepção tem uma área a céu aberto com bancos e muitas plantas. Ali eles decoraram a parede com uma miniatura do Hawa Mahal (Palácio dos Ventos).

Os corredores para os quartos também são muito bem decorados com móveis típicos, vasos, quadros e até o teto é todo colorido. Ao lado da porta do meu quarto tem uma parede com um “Monalisa Indiana” que é a coisa mais linda!

Uma dica: as acomodações desse hotel costumam esgotar com meses de antecedência. Então quanto antes você reservar seu quarto mais guarantido vai ser que você conseguirá se hospedar aqui e pagar um preço razoável. Eu reservei diretamente através do site do hotel, porque comparando com outros sites era aonde estava mais barato.

Na Índia muitas vezes é comum dos hotéis menores se confundirem ou até mesmo perder reservas. Eu já vi isso acontecer com amigos. Então no caso, eu aconselho você mandar um email para o hotel uma ou duas semanas antes da sua viagem pedindo uma confirmação da reserva para garantir que quando você chegar lá não vai ter nenhum problema.

Veja todos os posts da Índia no Mais um Destino.

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