África, Marrocos

Deserto do Saara

Post 4 de 4 – Viagem Para o Deserto do Saara

Um dos principais motivos de eu ter escolhido viajar para o Marrocos foi para conhecer o Deserto do Saara, o maior deserto do mundo. Eu sempre tive muita curiosidade de saber como seria a sensação de estar em um lugar tão grande, quente e inóspito.

Eu queria saber como seria dormir embaixo de um céu estrelado como nenhum outro em qualquer lugar do mundo. Como seria a sensação de andar de camelo e conhecer um pouco mais da cultura bérbere. No post de hoje eu vou contar cada detalhe dessa viagem, vou também falar pra vocês a minha opinião honesta sobre essa experiência.

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Junior e eu andando de camelo no Deserto do Saara, no Marrocos.

Semanas antes de viajar para o Marrocos, eu pesquisei muito na internet para achar um pacote de viagem para o deserto com um ótimo custo-benefício. Os detalhes da agência que escolhi, você encontra logo mais abaixo no final desse post. Eu já adianto que eu recomendo o serviço deles, pois foi tudo impecável.

Era um pacote de três dias e duas noites, saindo de Marraquexe e terminando em Fes. A primeira noite dormimos no vale Dades e a segunda noite no Deserto do Saara. Eu criei uma série de 4 posts aqui no blog, para explicar direitinho todos os detalhes dessa viagem. Foi excelente ter fechado tudo com antecendência pois não tive que sair pelas ruas de Marraquexe procurando agências e barganhando preços.

Então tenha em mente que se você estiver em Marraquexe e quiser conhecer as dunas de Erg Chebbi vai ser uma longa viagem de carro. Muito longa mesmo, são dois dias inteiros de estrada. Lógico que tem algumas paradas pra conhecer alguns dos principais pontos turísticos do caminho. Mas já fique ciente que a maior parte do tempo você vai passar dentro do carro.

O Deserto Do Saara

Mas antes de mergulharmos nessa aventura, eu queria falar um pouco mais do Deserto do Saara. Ele é o maior deserto quente do mundo. Eu digo isso porque existem dois desertos maiores do que ele: o Deserto da Antártica e o Deserto Ártico. Porém ambos são deserto polares.

O Deserto do Saara fica localizado no continente africano, ele cobre uma área de mais de 9 mil km² o que seria mais ou menos do tamanho dos Estados Unidos ou da China. Os países onde o Deserto do Saara se encontra são: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Sudão e Tunísia.

Eu confesso que antes de viajar para o deserto do Saara no Marrocos, eu imaginava que o deserto era somente aquelas dunas de areia. Mas foi viajando pelo país que eu descobri o quanto estava errada. O Saara é uma enorme árida, cheia de pedras, com pouca ou quase nenhuma vegetação.

Na verdade as dunas fazem parte do deserto, mas o deserto não se compõe somente de dunas. Ou seja, viajamos de carro por horas pelo deserto até chegar às dunas, que são um dos principais pontos turísticos do Marrocos.

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Merzouga, Marrocos.

Erg Chebbi Ou Erg Chigaga, Qual Duna Conhecer?

Antes de viajar para o Marrocos eu não tinha noção de como iria fazer pra chegar ao deserto. E tem mais, eu não sabia qual seria a parte mais legal pra visitar. Pois é, o que pouca gente sabe é que existem duas dunas que são as principais no Marrocos. Porém, elas ficas distantes uma da outra e cada uma possui suas próprias características. Eu tive que pesquisar muito pra ter certeza de que estava indo pra duna que eu iria gostar mais. Realmente acredito ter feito a escolha certa.

Pra ficar mais claro, as dunas do Saara são chamadas de ergs. A Erg Chigaga fica próximo à cidade de Zagora. Foi aberta ao turismo mais recentemente, por volta dos anos 90. Essas dunas são menores e possuem uma coloração mais amarelada, ou seja, são menos impressionantes do que as dunas de Erg Chebbi. Na minha opinião é uma opção pra quem quer ter a experiência de dormir no deserto, andar de camelo e conhecer um pouco mais da cultura berbere, mas não tem muitos dias para viajar pelo Marrocos. Pois você pode pegar um pacote saindo de Marraquexe pela manhã e chegando nas dunas no final do mesmo dia.

Já as dunas de Erg Chebbi ficam bem mais distantes de Marraquexe, próximo à Merzouga. Se você está vindo de Marraquexe, não dá pra chegar no mesmo dia. Por esse motivo, os passeios fechados que saem de Marraquexe fazem uma parada de uma noite em algum kasbah no Vale Dades. Eu passei uma noite em Boumalne Dades e no dia seguinte continuei a viagem com direção ao deserto do Saara. As dunas de Erg Chebbi são mais altas e possuem uma coloração mais alaranjada. Foi por esse motivo que eu escolhi visitar essas dunas. Na minha opinião, se você tem mais dias para viajar pelo Marrocos, Erg Chebbi é sem dúvidas a melhor opção.

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Erg Chebbi, Merzouga.

Merzouga, A Porta De Entrada Para O Deserto

Depois de ter visitado a pequena cidade de Rissani e almoçado na casa da irmã do nosso motorista, seguimos de carro até Merzouga, uma pequena vila aos pés das dunas de Erg Chebbi. Lá, o motorista parou o carro em frente à um mercadinho e me disse que eu deveria comprar uma garrafa de água. Afinal, eu estava prestes a subir em um camelo e atravessar um deserto.

Em seguida, fomos de carro até o local que era uma espécie de ponto de encontro dos carros que chegam com os turistas e dos locais que chegam com os camelos. Daqui podíamos ver as dunas bem de pertinho, já era quase final da tarde e começou a dar um friozinho na barriga por estar finalmente olhando as dunas bem de pertinho. Nunca vi tanta areia na minha vida!

Não tivemos que esperar muito tempo, pois logo já chegaram dois garotos com dois camelos, um camelo bege e outro preto. Até então eu nem sabia que existia camelo preto! Na verdade eu fiquei na dúvida se realmente eram camelos ou dromedários, e como eles já estavam com as selas não deu pra ter certeza.

Os garotos fizeram os camelos deitarem no chão pra que a gente pudesse subir neles com mais facilidade. Até aqui tudo bem. Subimos, amarramos nossa mochila e a garrafa de água nas alças da sela. Ao comando dos garotos os camelos se levantaram e eu quase fui pro chão! Esse movimento deles de levantar é muito brusco e muito desengonçado. Tive que segurar firme pra não cair com a cara na areia.

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Garotos berberes preparando os camelos para o nosso passeio no deserto em Merzouga, Marrocos.

Antes de partimos para o deserto, o motorista do passeio nos falou que um desses meninos, o Mohammed, era seu filho e que sua família morava ali perto em Merzouga. Pra mim, esse menino tinha uns 16 anos, talvez nem isso. Nesse momento eu me questionei se esse passeio turístico pelo deserto teria sido uma boa escolha. Se era mesmo uma prática de turismo sustentável. Será que esse garoto frequenta a escola? Será que ele está deixando de estudar pra estar aqui, carregando turistas pra cima e pra baixo? Outra coisa, apesar de não estarem sendo mal tratados, os animais estariam sendo explorados?

Por isso que viajar é tão importante, pois além de conhecermos lugares incríveis pelo mundo nos faz questionar um monte de coisas sobre a realidade de outras pessoas. E sobre como a forma que viajamos e as escolhas que fazemos pode interferir e influenciar a vida dessas pessoas. Tanto para o bem quanto para o mal.

Cruzando O Deserto Do Saara Em Um Camelo

Mas agora vamos para parte mais esperada de toda essa viagem. Lá fomos nós, no nosso passeio de aproximadamente 1 hora e meia pelo Deserto do Saara. Os garotos foram puxandos os camelos pela corda durante todo o passeio.

A emoção começou a tomar conta de mim à medida que fomos nos distanciando do local de onde pegamos nossos camelos e fomos subimos as dunas. Para todos os lados que eu olhava só conseguia ver enormes dunas alaranjadas do maior deserto quente do mundo. Uma imensidão incrível de se perder de vista.

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O horizonte do deserto é de tirar o fôlego.

O único som que eu ouvia era das pegadas dos camelos na areia. Algumas vezes víamos outras caravanas de turistas  bem distantes da gente. Algumas com mais de 10 pessoas outras com apenas 2 ou 3. Estavam todos tão longe no horizonte que por nenhum momento isso atrapalhou a nossa experiência.

Na verdade uma coisa que ninguém me contou é que andar de camelo, depois de um tempo, dói a bunda. 😀 No caso é pior do que andar de cavalo. Eu acho que o camelo além de ser mais alto é também mais largo. A maneira como ele anda também é diferente, ele chacoalha mais. Principalmente por causa do tanto de dunas que ele subia e descia com a gente. Achei que fosse ser super tranquilo quando na verdade depois de um tempo você já fica meio dolorida. Mas mesmo assim valeu a pena, a experiência é única.


Leia também:

→ Roteiro de 3 dias em Marraquexe
→ Discas de restaurantes em Marraquexe
→ Roteiro de 10 dias no Marrocos


Outra coisa que aconteceu e eu acho importante mencionar, o meu camelo era o último da fila. Ele ficava tentando pegar a perna da pessoa que estava na minha frente. Na verdade eu não acho que a intenção dele era morder pra machucar ou arrancar um pedaço. Mas volta e meia ele roçava os dentes na perna da pessoa. Eu achei isso bem  engraçado mas a pessoa não gostou muito não. Então, minha dica é: talvez seja legal usar uma roupa que cubra suas pernas e te proteja. Pois vai que o camelo de alguém quer te “conhecer” melhor né?

Durante o passeio notei que haviam marcas de pneus na areia. Isso não é algo que a gente espera ver no deserto. Existem 2 motivos principais pra isso: o primeiro deles é que alguns pacotes turísticos oferecem passeio de 4×4 para os turistas que não querem andar de camelo; o segundo motivo é que os próprios locais utilizam quadriciclos para transportar mantimentos e outras coisas entre os acampamentos e a vila de Merzouga.

Existe também o fato deles utilizarem esses veículos para transportar pessoas de volta pra cidade em caso de emergência. E aí que você nota que os acampamentos não são assim completamente isolados.

Sim gente, essa é a minha opinião. Os acampamentos no Deserto do Saara são feitos para nós turistas. E o que eu quero dizer com isso? Quero dizer que essas tendas no deserto não são acomodações do povo berbere. Ou seja, eles não  moram ali no meio das dunas e decidiram erguer tendas no quintal de casa para receber turistas.

As pessoas que nos recebem nos acampamentos são berberes, mas eles moram em Merzouga e trabalham nos acampamentos. Essa foi a impressão que tive. Essas tendas foram montadas para receber os turistas que querem ter a experiência de passar uma noite no deserto. Elas vão das mais simples às mais confortáveis, dependendo do seu orçamento.

Ao chegarmos no acampamento, descemos dos nossos camelos e fomos guiados até o centro do acampamento onde fomos recebidos com pistache e chá berbere. Em seguida, um dos locais pegou um sandboard e nos chamou pra ir até o alto de uma das dunas pra mais uma aventura.

Desci as dunas sentada no sandboard e outras vezes com um pouco mais de coragem consegui descer em pé. Esse sandboard pega velocidade muito rápido. A brincadeira foi bem legal, a única parte ruim foi ter que subir a duna de novo. Pois o pé afunda na areia, até parece que eu dava um passo pra frente e dois pra trás!

Depois de tanto brincar chegou um outro momento muito esperado, assistir o pôr-do-Sol do deserto. Com certeza um dos mais lindos que eu já vi na minha vida. Fiquei admirando em silêncio e sentindo uma gratidão imensa por estar vivendo esse momento. Que energia incrível!

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Pôr-do-Sol no Deserto do Saara em Merzouga, Marrocos.

Depois disso voltamos para o nosso acampamento e passamos a noite comendo tajine com os outros viajantes, ouvindo nossos guias tocarem música berbere enquanto dançávamos em volta da fogueira e admirando o céu estrelado.

Falando em céu estrelado, vou falar a real. Pois todo mundo fala tanto desse céu do deserto, que ele é lotado de estrelas e a coisa mais linda do mundo. Na verdade não sei se foi a época que visitei, mas o céu não estava nada de absurdo assim. Assim que a fogueira acabou eu já estava exausta e tudo que eu mais queria era capotar na cama.

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Noite de muita música típica com os locais.

A Nossa Acomodação No Deserto

A nossa tenda não era precária mas também não era super luxuosa. A parte boa foi que não tivemos que dividir com mais ninguém. Infelizmente eu não vou saber te dizer o nome desse acampamento, porque ele já estava incluso no pacote. No final desse post você encontra mais detalhes desse pacote de viagem.

Dentro da nossa tenda tinha uma cama de casal e uma de solteiro. E pasmem! Um banheiro com privada, descarga e tudo. A primeira coisa que eu pensei foi: como assim tem uma privada no deserto? Como essa privada foi instalada aqui? Pra onde vai essa tubulação? Afinal, será que existe uma tubulação de esgoto no deserto?

Eu sei que ninguém vai pro deserto pra ficar se perguntando esse tipo de coisa, mas eu sou assim. Sou super curiosa e quero saber como tudo funciona.

Na nossa tenda tinha também um chuveiro de água quente só nosso. Tudo bem que só caía um fiozinho de água quente desse chuveiro, mas pelo menos deu pra tomar um banho.

Eu já cheguei em uma fase da vida que eu preciso de um pouco mais de conforto durante a viagem. Na verdade não sei se é uma fase da vida ou se é por tudo que já passei! Não sou mais tão aventureira pra dormir sem banho e dividindo um espaço com outras dezenas de pessoas. Então ter o nosso canto, onde pudemos tomar um banho quentinho e dormir em uma cama limpa, era tudo que precisávamos pra poder repor as energias.

No dia seguinte acordamos antes das 6 da manhã pra não perder o nascer-do-Sol. Mas pensa o frio que tava? Tive que colocar todas as poucas roupas que trouxe e mesmo assim não foi suficiente. Subi até uma das dunas mais altas que tinha ao redor do acampamento pra aproveitar bem esse momento. Como é maravilhoso ver o Sol nascer no horizonte de um deserto. Esse foi um dos momentos da minha vida que nunca vou esquecer.

Depois foi hora de arrumar as malas e encontrar a galera na tenda principal do acampamento para o café da manhã. Essa foi uma das minhas refeições favoritas de toda a viagem. Isso tudo por causa de uma omelete berbere preparado pelos locais. Que delícia de prato bem temperado e saboroso. Isso tudo acompanhado de um suco de laranja fresquinho.

Amazigh, O Grupo Étnico Do Norte Da África

O pessoal que nos recebeu no acampamento são conhecidos como Berberes, ou também Amazigh (singular) ou Imazighen (plural) que significa “homens livres”. Não existe uma raça berbere, essa palavra se refere à um grupo linguístico. Ou seja, é um conjunto de diferentes etnias e tribos do norte da África que falam dialetos com uma base comum, a língua berbere. Essa língua é a única ligação de uma comunidade de dezenas de milhões de pessoas, mas eles não se comunicam pois estão dispersos em imensos territórios.

O nosso motorista durante a viagem era berbere, assim como todas as outras pessoas que nos receberam no acampamento. Desde os meninos que nos acompanharam durante o passeio de camelo, até o responsável pela coordenação das atividades no acampamento. Alguns deles dormiram em uma tenda um pouco mais afastada das dos turistas. Eles também foram responsáveis em preparar nossa janta e o café da manhã.

Todos os berberes que tivemos a oportunidade de conhecer eram pessoas extremamente receptivas. Todos muito simpáticos, adoram conversar com os turistas e são também muito amigáveis. Foi uma experiência enriquecedora poder conhecer um pouco mais da cultura, do dia-a-dia e dos costumes desse povo.

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Berbere que gerenciava o nosso acampamento no Deserto do Saara.

Depois do café da manhã, pegamos os nossos camelos e fizemos um outro passeio pelo deserto. Dessa vez de volta ao ponto de encontro onde nosso motorista estava nos esperando para continuarmos a viagem rumo à Fes. Pudemos curtir mais uma vez um passeio de camelo, dessa vez com a luz do amanhecer iluminando as dunas. Que ficam ainda mais alaranjadas pela manhã.

Uma emoção incrível me acompanhou durante todo esse passeio pelo deserto. Foi a realização de um sonho, eu esperei muito tempo por esse momento. Pra mim é algo tão surreal estar no interior do Marrocos, um país tão diferente do nosso e ainda por cima ter a oportunidade de vivencias essas aventuras maravilhosas. Realmente valeu o investimento, pois as memórias ficarão guardadas para sempre.

Obrigada Marrocos, por ser tão incrível e por me receber tão bem.


Nota: Fiz uma tour privada de 3 dias com o roteiro Marraquexe→Deserto do Saara→Fes, com varias paradas nos principais pontos turísticos ao longo do caminho. Não é a opção mais barata mas é a mais prática. Lógico que dá pra fazer tudo isso por conta própria, porém tem que fazer algumas trocas de ônibus ao longo do caminho o que acaba por te tomar mais tempo. Eu optei por fazer a tour privada pois ela dá uma liberdade maior, você não tem que ficar esperando ninguém, é tudo no seu passo, se você quer ficar mais tempo em um ponto ou outro é você quem decide.

Eu pesquisei diversas agências de turismo que fazem o passeio no deserto, e depois de comparar preços, acomodação, intinerários eu optei pela Marvelous Morocco Tours. Pra esse passeio eles tem 3 pacotes diferentes: o econômico, o intermediário e o de luxo, optei pelo intermediário e a única coisa que muda entre os 3 é o hotel do primeiro dia. Gostei do profissionalismo deles, foram muito eficientes desde a troca de emails com Iddir até o momento que o guia Ibrahim me deixou na riad em Fes. Não precisei me preocupar com absolutamente nada. O nosso guia dirigia super bem, falava inglês e outras 5 línguas.

Estou satisfeita com a escolha e indico pra quem estiver pensando em fazer um passeio desses. É um investimento que vale a pena.

Veja todos os posts do Marrocos no Mais um Destino.

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