Ásia, Tailândia

Chiang Mai

Sempre que me perguntam qual é o meu país favorito de todos que já fui, eu não penso nem duas vezes pra falar: a Tailândia. Foi amor à primeira vista.

Eu costumo dizer que não gosto de ficar repetindo países, porque o mundo é tão grande e há tanto a se descobrir por aí. Mas que o único país que eu repito e volto quantas vezes puder é a Tailândia. Isso explica as 3 vezes que já fui pra lá e pretendo continuar voltando quantas vezes mais eu puder.

Chiang Mai, vista do templo Wat Phra That Doi Suthep.

Você com certeza já deve ter ouvido falar em Chiang Mai, pois essa é a principal cidade do norte da Tailândia. Localizada à uma distância de 700km de Bangkok, Chiang Mai se encontra cercada por montanhas e lindas paisagens. Por esse motivo possui um clima mais ameno do que o resto do país.

É a quinta maior cidade da Tailândia, ou seja, é uma maravilha cultural com diversidade étnica, uma infinidade de atrações e uma hospitalidade muito colhedora (se bem que eu encontrei essa mesma hospitalidade em toda a Tailândia). Eu recomendo incluir no seu roteiro nem que seja por pelo menos 2 ou 3 dias, vale muito a pena.

Chiang Mai tem uma longa e fascinante história. No passado foi a capital do Império Lanna, ou também conhecido como O Reino de um Milhão de Campos de Arroz. Esse reinado durou do século 13 ao século 18. Devido à isso, hoje em dia a parte mais antiga da cidade conhecida como Old City é dominada por templos cercados por um muro medieval e um fosso ao seu redor.

Como Eu Vim Parar Aqui?

Quando eu descobri que Chiang Mai era um cidade histórica com inúmeros templos, santuários de elefantes, uma vibe mais tranquila e que daqui eu poderia fazer passeios para o Templo Branco e o Triângulo Dourado, eu decidi que essa cidade não podia ficar de fora do meu roteiro.

Da primeira vez que vim, eu estava em Bangkok e peguei um voo direto pra Chiang Mai. Foi tudo tranquilo, o voo foi rapidinho e não precisei passar por imigração. Geralmente uma vez que você entra no país, quando pega voos internos não precisa ficar passando na imigração de novo.

Da segunda vez, foi durante o mochilão que fiz no Sudeste Asiático em 2016. Eu estava em Vientiane, a capital do Laos quando resolvi fazer a travessia por terra. Mas deu ruim essa tentativa de atravessar de um país para o outro e eu passei o maior perrengue. Em breve vou fazer um post contando toda essa história pra vocês.

Da terceira vez, também foi durante o mochilão, mas já logo pro finalzinho da viagem. Dessa vez, eu também fiz a travessia por terra, porém foi atravessando na fronteira entre o Cambodia e a Tailândia. Em uma viagem de ônibus que fiz de Phnom Penh.

Esperando o trem pra Tailândia na estação de Thanaleng em Vientiane, Laos.

O Que Ver E Fazer Em Chiang Mai?

Chiang Mai é uma cidade grande e as atrações turísticas podem ficar um pouco distantes uma das outras. Pra conhecer as atrações do centro da cidade eu fiz tudo a pé. Porém, tive que pegar transporte para algumas atrações mais distantes, como o Templo Doi Suthep, o Tiger Kingdom e o Santuário de Elefantes.

No geral, eu fiquei por volta de 3 ou 4 dias das duas vezes que vim, e esse é o tempo que eu recomendo pra você que quer vir pra cá. Pois além das atrações da cidade, tem também alguns passeios para fora que geralmente duram o dia todo. Confira abaixo minhas sugestões sobre o que você pode ver e fazer quando estiver aqui:

Templo Wat Phra That Doi Suthep

Pra chegar até esse templo eu peguei um songthaew no centro da cidade, foi bem baratinho e a viagem durou uns 25 minutos. Essa é sem dúvidas uma das principais atrações em Chiang Mai. O templo também é chamado de Doi Suthep. Mas na verdade, Doi Suthep é a montanha de 1050 metros de altitude localizada à oeste de Chiang Mai, aonde o templo se encontra. O templo Wat Phra That Doi Suthep é o mais famoso e também o mais importante.

Logo na entrada tem uma escada comprida de 300 degraus que leva até o templo. As laterais da escada são decoradas por duas serpentes de 7 cabeças. Caso você não queira subir a escada até lá, dá pra subir de elevador pagando uma pequena taxa.

Ao chegar ao topo você terá a visão do Golden Mount, traduzido livremente para o português seria Monte de Ouro, localizado bem ao centro do templo. As paredes ao redor desse monumento formam um pequeno enclave e são ricamente decoradas com murais e santuários. Aqui você encontra uma cópia do buda de esmeralda. O original se encontra em Bangkok. Fora desse enclave você encontra um santuário para o elefante branco.

Ninguém sabe exatamente qual a data da fundação desse templo. Uma das versões existentes é de que um monge teve um sonho. Nesse sonho ele teve uma visão de que deveria procurar por uma relíquia. Após a procura ele encontrou um osso, alguns dizem que esse era um osso do ombro de Gautama Buda.

Essa relíquia teria quebrado em 2 pedaços. Um desses pedaços foi colocado nas costas de um elefante branco e ele teria sido solto na floresta. Dizem que o elefante subiu até o alto do Doi Suthep, trombeteou 3 vezes e morreu ali. O rei da época imediatamente ordenou a construção de um templo no local.

No final da sua visita ao templo não deixe de ir até o terraço para admirar a vista panorâmica da cidade de Chiang Mai e dos arredores. Há uma passagem por um corredor cheio de sinos e gongs.

Dica: não esqueça que mulheres não podem entrar de saia curta e ombros à mostra na maioria dos templos da Tailândia. Então por respeito à cultura deles, lembre-se de usar saias longas ou calças, camiseta ou blusa que cubra os ombros e o colo. Uma outra dica que já me salvou varias vezes de ser barrada de entrar em templos, foi sempre ter um lenço dentro da mochila, assim eu posso me cobrir nos locais que for necessário.

Vista panorâmica da cidade de Chiang Mai.

Cidade Muralhada

Hoje em dia, Chiang Mai é dividida entre a cidade antiga e a cidade nova, que cresceu entorno das muralhas. Essa cidade antiga foi construída dentro de muros e cercada por um fosso como medida defensiva em caso de ataques. Dentro do que sobrou dessa cidade ainda existem mais de 30 templos que remontam à fundação do reinado no século 13 em uma combinação de estilos birmanês, cingalês e lanna tailandesa.

Apesar de ter sido renovado recentemente, o portão Tha Phae é um dos principais marcos da cidade. Ele faz parte do que antes era a fortaleza da cidade e ainda serve de limite geográfico. Essa area do portão é um epicentro do turismo em Chiang Mai, aqui próximo se encontram bares, restaurantes, hotéis, cafés e muitas lojas.

Tha Pae Gate, era um dos portões de entrada para a fortaleza que existia aqui no passado.

Templo Wat Chedi Luang

Seria uma pena deixar de vir aqui, pois o templo é incrível, assim como os santuários ao seu redor. Tem que se pagar uma pequena taxa pra poder conhecer esse complexo. A construção do principal templo, Wat Chedi Luang, começou no século 14 demorando aproximadamente um século para ser completada. Seu nome significa templo da grande stupa ou templo da stupa real.

Com 82 metros de altura e uma base de 54 metros, naquela época era o maior edifício no reino de Lanna. Dá para se notar na foto acima que está faltando um pedaço do topo do templo, isso se deve porque ele foi parcialmente destruído depois de um grande terremoto que aconteceu no século 17. Por ser um local muito antigo e pra poder manter seu estado de conservação, a entrada não é permitida.

No complexo do templo Wat Chedi Luang, tem um santuário (wihan) que contém as principais imagens de buda do complexo. Dentre todas as imagens a principal é a Phra Chao Attarot, uma enorme estátua construída no final do século 14. É nesse local que monges e novatos se reúnem. Outra coisa que me chamou muito atenção foram as colunas pretas decoradas com lindas pinturas no dourado.

Phra Chao Attarot

Outra construção que podemos encontrar no complexo é o City Pillar ou Lak Mueang. Acredita-se que aqui se abriga o espírito da cidade. Mas já vou adiantar, infelizmente é proibida a entrada de mulheres nesse local. Mesmo assim, não deixe de caminhar com calma e explorar todo o complexo e tirar muitas fotos pois o chedi é cercado por lindas construções e estátuas.

Templo Wat Phra Singh

Como eu já disse anteriormente, dentro da cidade antiga ainda existem mais de 30 templos. E o templo Wat Phra Singh é um que vale a pena incluir no roteiro. Esse é um dos templos mais conhecidos em Chiang Mai.

Sua construção começou por volta de 1345, mas somente depois de 22 anos com a chegada da estátua de Phra Buddha Singh, foi que o templo levou esse nome. Logicamente, durante toda a sua existência o templo já foi renovado algumas vezes. Dentro do complexo existem varias outras atrações, como um centro onde meninos e homens estudam para se tornarem monges budistas e a biblioteca budista Ho Trai. Apesar de ser bem pequenina, ela é considerada uma das mais bonitas da Tailândia.

Night Bazaar

Pra quem assim como eu, ama uma feirinha, um burburinho, um ótimo lugar pra curtir a noite em Chiang Mai é o Night Bazaar. Ele fica na rua Chang Khlan Rd e é aberto todos os dias das 6pm à meia noite. A maioria das barraquinhas vendem praticamente as mesmas coisas, tudo voltado para os turistas. Eu mesma queria por que queria comprar a regata da cerveja Chang e foi aqui que eu achei a minha. Apesar dos preços não serem caros é sempre bom lembrar que a regra é barganhar. As vezes você consegue um descontinho bom.

Outra coisa, alguns edifícios ao longo da feirinha também vendem bugigangas enquanto outros tem varias opções de restaurantes. No meio da muvuca também achei alguns espaços bem legais pra sentar, beber uma Chang (lógico) e curtir uma música ao vivo.

Massagem Tailandesa – Women’s Massage Center by Ex-Prisoners

Na verdade eu cheguei até esse lugar pois eu descobri pelo Trip Advisor que era um dos melhores em Chiang Mai para um massagem tradicional tailandesa. Mas esse estabelecimento oferece um diferencial: as massagem são feitas por ex-prisioneiras. Eu achei a ideia super interessante, pois essa é uma ótima maneira de reposicionar essas mulheres no mercado de trabalho.

Essa foi a melhor massagem da minha vida! Na verdade, toda a experiência aqui foi memorável, do começo ao fim. Quando você chega tem que deixar os seus sapatos na entrada. Depois disso vem uma moça, que lava seus pés, enxuga e te entrega uma sandália e roupas limpas. Assim que entramos no estabelecimento já é salão meio escuro, com dezenas de camas sem nenhuma cortina nada, tudo aberto. E as pessoas ali estão deitadas fazendo massagem, todo mundo no mesmo lugar. A funcionária nos guia até um vestiário no final desse salão pra você trocar de roupas e deixar o seus pertences.

Pronto, agora é só curtir uma hora da melhor massagem que existe. O que eu mais gosto da massagem tailandesa é que elas nao usam óleo nem nada. Elas usam o próprio corpo pra te massagear, os pés, os antebraços, puxam dali, esticam de lá. No caso a que eu fiz nesse lugar não foi necessariamente relaxante, mas foi perfeita pois aliviou a tensão do meu corpo todo, da cabeça aos pés.

Uma coisa que eu nunca esqueço foi quando ela pediu pra que eu sentasse e se sentou logo atrás de mim, depois ela passou os braços por debaixo dos meus, segurou minha cabeça e pediu pra que eu relaxasse e começou a me balançar levemente de um lado para o outro. Quando ela viu que eu estava relaxada, ela esticou minha costas em um movimento rotatório, tipo uns 180 graus, e nessa eu só escutei tudo estralando em um efeito dominó. Foi a coisa mais doida de se ouvir, mas a sensação é bem boa!

Apesar do nome ser Centro de Massagem de Mulheres, homens também podem fazer massagem aqui. No caso eu acredito que o nome se deve pelo fato de só existirem mulheres massagistas no local. Reparem na faixada do estabelecimento que estou na filial número 2, essa fica dentro da cidade antiga em Chiang Mai. Se não me engano, eles devem ter outras 2 espalhadas por Chiang Mai. Absolutamente recomendo esse lugar.

Tiger Kingdom

O Tiger Kingdom que eu fui fica ao norte de Chiang Mai, no distrito de Mae Rim. Tem um outro da mesma rede com o mesmo nome que fica em Phuket. Eu e minhas amigas dividimos um táxi até lá pois fica mais ou menos uns 20km do centro de Chiang Mai.

Agora, eu vou ser sincera. Quando você pesquisa na internet sobre esses lugares, quase todo mundo aconselha pra não ir. Dizem que é triste, que eles dopam os animais e por aí vai. Só que o que eu acho mais engraçado é que todo mundo que aconselha os outros a não irem, eles mesmos foram e visitaram.

Eu mesma pesquisei muito antes decidir ir lá. E eu sabia de todas essas coisas, mas foi uma escolha minha ter ido mesmo assim. Eu queria ver com meus olhos, eu queria ver se tudo o que estavam dizendo era verdade, e mais que tudo, eu queria ter essa experiência. Pois eu estava na Tailândia, um dos poucos lugares do mundo onde se pode entrar dentro da jaula de um tigre, e você acha que eu iria perder a oportunidade? Jamais.

Então eu não vou ser hipócrita e posar de boa samaritana salvadora dos animais e falar pra você não ir lá. Isso quem tem que decidir é você. Se eu me arrependo de ir ido? Não, eu me arrependeria se não tivesse ido. Se eu iria novamente? Não, não tem porque ir de novo pois eu já sei como é.

Eu acho que se você tem vontade de fazer, quem tem que julgar se é certo ou é errado é você. Se eles realmente maltratassem os animais e os animais estivessem em péssimo estado eu com certeza diria pra vocês. Mas pelo que eu pude ver, o animais não estavam sendo maltratados, todos estavam aparentemente bem gordinhos, saudáveis e felizes.

Pois bem, dito isso, vou falar agora um pouco sobre a experiência de entrar dentro da jaula cheia de tigres. O local parece um grande zoológico todo arborizado. Tem jaulas enormes espalhadas por todos os cantos. Algumas os turistas podem entrar, outras são só para os animais.

A primeira coisa que você faz ao chegar é escolher qual pacote você prefere. Tem jaula com os recém-nascidos, os bebês, jovens tigres e tigres adultos. Você pode escolher se quer entrar em só uma dessas jaulas ou se quer fazer um mix and match e escolher dois grupos, três ou todos. Já vou adiantar que o preço é bem salgado. Eu escolhi ver os bebês e os adultos.

Outra coisa, você tem que assinar um termo se responsabilizando por sua morte, caso isso aconteça. Eu sei, punk né?!

A parte aonde os bebês ficam, na verdade nem pode ser chamado de jaula. Parece mais um berçário. É um amplo espaço, bem aberto e arejado. A gente tem que tirar os sapatos e colocar uma sandália que eles providenciam ali na hora. No local existem varios funcionários que ficam do seu lado o tempo todo enquanto você interage com os bebezinhos para te orientar e manter sua segurança.

Como vocês podem ver, o bebê da primeira foto está super acordado, se movimentando, brincando com esse bloco preto que está na sua frente. Esse bloco está ali pra desviar a atenção dele de você. E você tem que sempre ficar atrás do bebê e nunca pode tocar na cabeça deles. Pois apesar dessa criaturinha ser a coisinha mais fofa do mundo, ele podem te morder e fazer um belo estrago em você.

A segunda foto você já pode ver um bebê menorzinho, que no caso está tirando um cochilo. Na minha opinião, esse bebê não foi dopado pra que turistas pudesse tirar suas foto. Posso estar errada, mas ele dormia bem, a respiração dele parecia estar normal e nada indicava que algo pudesse estar errado. Até porque, bebês dormem o dia todo, tanto humanos quanto os animais. E logo atrás de onde ficam esses bebês dormindo tem bebês recém-nascidos, os quais os turistas podem dar mamadeiras.

Continuei meu passeio pelo local, agora em direção à jaula dos adultos. Pelo caminho, passamos por varias outras jaulas. Em uma dessas haviam 2 tigres jovens, talvez eram os adolescentes. Eles tinham um espaço à céu aberto pra brincar com piscina bem ao centro. Deu pra ver que esses tigres estavam complemente normais, energéticos, brincando de lutinha na água.

E então chegou a hora mais esperada, entrar na jaula dos tigres adultos. Bom, aqui vou ser bem sincera com vocês. Era a jaula que tinha a maior fila, você espera ali até um grupo que está lá dentro sair pra você e seu grupo poder entrar. Dentro da jaula haviam pelos menos uns 5 tigres. Porém, 3 deles estavam literalmente apagados. Deitadinhos em um canto da jaula em um local bem fresco e com sombra.

Na minha opinião, esses tigres não estavam simplesmente dormindo. Na minha opinião eles podiam estar dopados. Eu digo podiam pois eu não tenho certeza. Não sou especialista e também não vi ninguém os dopando. Porém eu digo isso pois os tigres estavam em um sono muito profundo.

Tiger Kingdom, Mae Rim, Chiang Mai.

Nós, os turistas, podíamos deitar na barriga deles, tirar foto com eles, fazer carinho, que o danado do bicho não acordava. Eu não acho que isso deve ser normal. Isso sim foi meio triste de ver e ali naquele momento eu percebi que parte do que falam na internet era verdade. O tempo todo tinha um funcionário do parque ao nosso lado com uma vara de madeira caso o bichano acordasse.

Como eu disse, haviam cinco tigres dentro da jaula. Três estavam dormindo. Daí você, meu caro leitor, me pergunta: “E os outros dois tigres?” Esses outros dois estavam extremamente acordados. Eles corriam de um lado para o outro, eles pulavam dentro da piscina, eles corriam atrás dos cuidadores. Era muita bagunça e muita festa.

Agora reparem nessa foto abaixo, que eu fiz com um dos tigres que estavam todo elétrico. Reparem na minha cara de aterrorizada com a situação. Eu tentei mas não consegui nem rir. Vai que do nada ele surta, vira pra trás e come minha cabeça? Inclusive não foi fácil tirar essa foto, pois ele estava bem agitado, não estava obedecendo as ordens do domador pra sentar. Eu fui a última pessoa a tirar a foto naquele momento, porque depois disso eles pararam pra alimentar os tigres.

Tem muita gente que fica só olhando do lado de fora, sem coragem pra entrar. Tem que ter muita coragem pra aceitar fazer isso, ainda mais depois de ter assinado uma declaração de responsabilidade pela sua morte. Você só consegue pensar em sair dali o mais rápido possível. É muita adrenalina, do começo ao fim.

Obs.: Alguns anos já se passaram desde essa experiência. Hoje, eu tenho ciência de que os animais, por mais bem tratados que sejam, não existem para satisfazer o nosso lazer e posar pra fotos. Hoje, eu sou contra essa prática de exploração dos animais.

Santuário De Elefantes – Dumbo Elephant Spa

Quando fui à Tailândia pela primeira vez eu vi os elefantes, que carregam turistas em suas costas, serem judiados e maltratados na cidade turística de Krabi. Na segunda vez que visitei o país, eu queria ter contato com esses animais mas gostaria que fosse da forma menos invasiva possível. Se é que isso existe.

Muita gente sabe que Chiang Mai é o lugar ideal pra visitar santuários de elefante. Mas com tantas opções, fica difícil saber qual lugar escolher. Qual deles é o mais correto? Qual deles vou ter a oportunidade alimentá-los? Qual deles vou poder dar banho nos elefantes? Qual deles vou ter uma experiência realmente genuína e memorável? Enfim, são muitas perguntas e tantas opções que a gente acaba ficando meio confusa.

Pedi sugestões pra uma amiga minha que já tinha visitado um santuário menor e menos famoso. Nas fotos dela eu notei que o local não tinha ninguém, parecia que tinha só ela e os elefantes. Foi aí que ela me indicou o Dumbo Elephant Spa.

Eu pedi pro recepcionista do hostel aonde eu estava hospedada ligar e fazer a reserva pra mim para a manhã seguinte. No dia do passeio, eu e Junior esperamos sentados na recepção do hotel até algum funcionário vir nos buscar. O engraçado é que eu estava esperando uma van, com turistas. Mas pra minha surpresa o que chegou foi um jovem, dirigindo um carro com som alto. Logo de começo já achei meio estranho, fiquei com medo de entrar no carro mas fui mesmo assim. Depois de alguns minutos dirigindo por Chiang Mai, esse motorista parou pra pegar um casal de espanhóis.

A gente foi conversando o caminho inteiro que algo estava errado, não era normal estarmos indo em um passeio com um jovem tailandês roqueiro. Na nossa cabeça passou um milhão de coisas, mas a preocupação maior era de saber se iríamos pra um lugar real ou um lugar clandestino. Essa angústia nos acompanhou o caminho todo. Pra dar uma animada, no meio do caminho ele parou em um 7Eleven de beira de estrada pra gente tomar um café da manhã.

Então chegamos ao santuário, um lugar bem simples, no coração da floresta. Os funcionários chegaram e nos deram uma vestimenta pra colocar por cima das nossas roupas. Foi só aí, quando vimos os elefantes que nossa angústia passou. Não havia nenhum turista no santuário, éramos só nós 4. Aliás, a manhã toda tivemos os elefantes só pra gente, o outro grupo foi chegar só no horário de almoço, quando o nosso passeio terminou. Os funcionários do local eram bem simples, mas dava pra ver o cuidado e o carinho que eles tratavam os elefantes.


No dia que fomos, haviam um total de 6 elefantes. Metade deles foram embora com os treinadores pra passear dentro da floresta. Os outros 3 ficaram com a gente. Era um macho adulto, uma fêmea adulta e um bebê de apenas alguns meses. Elefante é um animal mesmo incrível, eles são tão dóceis. Pudemos brincar e dar comida pra todos eles, inclusive o bebê, que a mãe dele não ficou agressiva em nenhum momento.

Depois de alimentá-los com muitas bananas e maçãs, foi hora de ir dar banho no riacho. Só que os elefantes não queriam entrar por nada nesse mundo, depois de muita insistência do treinador eles entraram. E fizeram a maior festa! Principalmente o bebê elefante que corria de um lado pro outro, se jogava na água, afundava a cabeça e ficava rolando. Os adultos a gente podia esfregar com um escovão, eles também pareciam gostar muito. Ao comando dos treinadores, eles pegavam a água com a tromba e faziam chover.

Sem dúvidas, essa foi uma das experiências mais maravilhosas da minha vida. Não tem o que se compara poder passar a manhã toda na companhia dessas criaturas incríveis. Melhor ainda foi ter a certeza de que esses animais estão vivendo em paz, no meio da floresta. Não estão sofrendo nenhum tipo de violência e sim sendo tratados com muito cuidado e muito carinho pelos seus cuidadores. Aqui no Dumbo Spa ninguém monta nos elefantes, isso é absolutamente proibido. Então se você estiver procurando uma experiência genuína e inesquecível, não perca essa chance.

Obs.: Não colabore com estabelecimentos que maltratem os animais. Fique longe de lugares que usem ganchos para bater nos animais, o que lhes causam enormes feridas além de muita dor. Não financie essa prática abusiva. Escolha um santuário onde você possa ter a certeza de que os animais têm espaço suficiente, são bem alimentados, não são presos por correntes e não são utilizados pra carregar turistas em suas costas.

Onde Comer Em Chiang Mai

Essa é uma dica valiosa, talvez a mais valiosa desse post. Tem um restaurante em Chiang Mai que você precisa conhecer. Guarde esse nome Khum Khantoke. E como é que eu fiquei sabendo? Em Londres, eu trabalhei com uma menina tailandesa de Chiang Mai. Ela fez questão de reservar tudo com antecedência pois esse restaurante costuma lotar. Inclusive, ela pediu pra que a irmã dela fosse nos buscar no hotel e nos levar até o restaurante e depois trazer de volta para o hotel.

Esse restaurante além de servir pratos típicos tailandeses possui um diferencial, todas as noites eles tem apresentações de danças folclóricas e músicas tradicionais tailandesa. Então é uma experiência completa, você come e assiste o show ao mesmo tempo. O restaurante fica um pouco afastado do centro de Chiang Mai, dá uns 20 minutos de carro. Logo na entrada você notar a linda decoração do lugar, tem um pequeno canal, uma ponte, muitas flores e lugares instagramáveis. Após deixar os sapatos na entrada, uma recepcionista te leva até sua “mesa”, porque aqui a gente senta em almofadas no chão.

Existem 4 pavilhões cobertos e um pátio central à céu aberto. Nós sentamos nesse pátio que fica bem de frente para o palco. Sem dúvidas esses são os melhores assentos do restaurante. Com relação à comida, é um preço fixo por pessoa, eles vão te servindo e repondo a comida o tempo todo. Vem tudo em porções pequenas e sepadas, o que é perfeito pra quem está com família ou em grupos. Eu adorei a comida, o show e o atendimento. Essa experiência foi uma das mais incríveis que vivi na Tailândia.

Onde Se Hospedar Em Chiang Mai

Na primeira vez que fui pra Chiang Mai eu fiquei hospedada em um hotel 5 estrelas muito bem localizado. Como já comentei com vocês aqui no blog algumas vezes, eu trabalhei pra uma empresa de hotéis de luxo em Londres por muitos anos. Por isso, eu conseguia um descontão de funcionária, e como eu estava dividindo o quarto com outras duas amigas, o valor da diária ficou bem barato pra cada uma de nós.

O hotel se chama Le Meridien Chiang Mai, um verdadeiro oásis no centro da cidade. Esse hotel é pra você, meu caro amigo mochileiro? Acredito que não, mas se seu orçamento cobre, quem sou eu pra falar alguma coisa. Esse hotel é pra você que está com a família, sozinho ou de casal, mas que está em busca de luxo e conforto não importa o preço.

Piscina infinita do hotel Le Meridien Chiang Mai, com vista para as montanhas.

Eu nem sei como que se recomenda um hotel 5 estrelas. Porque é tudo tão maravilhoso. Por exemplo: café da manhã – magnífico; piscina – perfeita; quarto – surpreendente; chuveiro – melhor impossível; serviço – excelente; simplesmente não tem o que falar!

Da segunda vez que fui pra Chiang Mai eu não trabalhava mais pra empresa de hotéis, então tive que encarar a minha realidade de mochileira e reservei um hostel dentro da cidade antiga de Chiang Mai. Antes de reservar o Wayside Guesthouse eu vi pelas fotos que ele era um lugar bem simples, até aí tudo bem, eu sabia que no meu orçamento não daria pra um lugar luxuoso.

Mas se tem uma coisa que eu odeio e que aconteceu comigo algumas vezes durante meu mochilão na Ásia foi o seguinte: ao chegar no hostel que reservei, eles admitem estarem lotados e te mandam pra um outro hostel com quem eles tem parceria. E nessa meus amigos, sempre o hostel que você é mandado é infinitamente pior do que o que você reservou.

Já vou adiantar que nem fotos de lá eu tenho. Tirando os funcionários que eram super simpáticos e prestativos, não gostei do outro hostel que eles me colocaram, não gostei da área (apesar de ser bem localizado), nem do quarto e nem de nada. E pra piorar, a descarga nem funcionava, afff!! Então fica claro que eu não recomendo pois acho bem chato você reservar um local com a expectativa de se hospedar nele mas no final acabam te colocando em outro lugar.

Wat Phra That Doi Suthep, Chiang Mai.

A maioria das pessoas tem conhecimento da beleza natural e das praias parasíticas desse país. Isso se deve, na maioria das vezes, pelo sucesso daquele filme do Leonardo DiCaprio, chamado A Praia. Mas o que me encanta na Tailândia vai além disso. É a diversidade desse país. A Tailândia possui uma beleza natural exuberante, inúmeros templos históricos, a recepção carinhosa de seu povo, uma cultura fascinante, seus mercadões locais que são verdadeiras festas para os sentidos, suas baladas que vão noite adentro e por aí vai.

Por isso a Tailândia encanta todo mundo, ou pelo menos quase todo mundo. Pois com tanta coisa pra se fazer, a Tailândia atrai milhões de turistas todos os anos. Então muita gente, principalmente os mochileiros mais raiz, acabando achando a Tailândia muito turística e dizem já ter perdido um pouco de sua essência. Dito isso, pra mim a Tailândia continua sendo extraordinária e o meu país favorito de todos que já fui.

Veja todos os posts da Tailândia no Mais um Destino.

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